Nikolas Ferreira reage a Janja e reforça oposição ao PL da Misoginia na Câmara
Deputado Nikolas Ferreira reagiu a Janja no plenário da Câmara e prometeu barrar votação do PL da Misoginia antes do recesso parlamentar
Por ContraFatos 15/07/2026 Atualizado em 15/07/2026
Nikolas Ferreira Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Deputado mineiro acusa projeto de restringir liberdade de expressão e promete barrar votação no plenário
A disputa em torno do PL da Misoginia ganhou novo capítulo na terça-feira 14, quando o deputado federalNikolas Ferreira (PL-MG) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para reagir à primeira-damaRosângela Lula da Silva, a Janja, e reforçar sua oposição ao projeto de lei que pretende criminalizar a misoginia no Brasil.
A fala de Janja que motivou a reação
Dois dias antes do pronunciamento de Nikolas, Janja havia concedido entrevista ao UOL na qual classificou o apelido de “gastadeira” como um caso de “misoginia pura”. Segundo a primeira-dama, o termo circula nas redes sociais com o objetivo de atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, ela respondeu a cobranças por maior transparência em sua atuação e a críticas relacionadas a viagens oficiais.
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Nikolas Ferreira sobe o tom no plenário
Em seu discurso no plenário da Câmara, o parlamentar mineiro contestou diretamente a declaração de Janja e classificou a proposta legislativa como um instrumento de cerceamento à liberdade de expressão.
“Você não pode criticar os gastos da Janja, porque senão é misoginia”, disse. “Você não pode criticar o projeto da misoginia, senão é misoginia”.
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O deputado foi além e chamou o projeto de “narrativa”, qualificando a proposta como um “desserviço para a sociedade brasileira”. Nikolas garantiu que, além de votar contra o texto, está atuando nos bastidores para impedir que ele chegue à votação no plenário.
O que prevê o PL da Misoginia
Relatado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), o projeto propõe incluir a misoginia na Lei do Racismo. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, além de multa. O parecer da relatora também estabelece agravantes: a punição aumenta quando o crime for praticado por pessoas com grande alcance nas redes sociais ou quando houver objetivo de obter vantagem econômica, audiência ou engajamento.
Tabata Amaral defende que o texto visa punir condutas criminosas contra mulheres, sem impedir críticas ou manifestações de opinião.
Articulação política e resistência
A relatora articula junto ao Palácio do Planalto a votação da proposta antes do recesso parlamentar. O regime de urgência para a tramitação já foi aprovado, mas o projeto enfrenta forte resistência. Tanto a oposição quanto bancadas cristãs na Câmara se posicionam contra o avanço do texto, o que torna incerto o cenário para sua apreciação em plenário.