Nikolas Ferreira usa mensagens de Lulinha para criticar Lula: ‘Nem o filho dele quer morar aqui’
Nikolas Ferreira usou mensagens interceptadas pela PF de Lulinha à lobista Roberta Luchsinger para criticar Lula em evento de Flávio Roscoe em Minas Gerais
Por ContraFatos 18/08/2026 Atualizado em 18/08/2026
Nikolas
Deputado explorou diálogos interceptados pela PF entre Fábio Luís e a lobista Roberta Luchsinger durante lançamento de candidatura em Minas Gerais
Durante o evento de lançamento da candidatura de Flávio Roscoe (PL) ao governo de Minas Gerais, realizado em Belo Horizonte neste domingo, 17, o deputado federalNikolas Ferreira (PL-MG) direcionou duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar utilizou como munição política mensagens interceptadas pela Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do chefe do Executivo.
O que Nikolas Ferreira disse no palanque
Do palco do evento, o deputado mineiro fez questão de citar o conteúdo das conversas capturadas pela PF. Lulinha teria declarado em diálogo com a lobista Roberta Luchsinger que seu “futuro é a Suíça”.
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“Nem o filho dele quer morar aqui”, disparou Nikolas. “Saiu mensagem que o Lulinha falou: ‘O nosso lugar é morar na Suíça’. Nem o filho do Lula quer morar no Brasil, quem dirá… A gente quer morar, porque a gente quer mudar isso aqui. Mas, se está ruim para ele, imagina para o resto”, completou o deputado.
Conversas entre Lulinha e a lobista investigada pela Polícia Federal
Os diálogos mencionados por Nikolas Ferreira foram inicialmente revelados pelo portal Metrópoles. As mensagens demonstram que Lulinha mantinha comunicação frequente com Roberta Luchsinger, que é investigada por suspeita de tráfico de influência. Em 22 de março de 2024, a lobista teria dito ao filho do presidente que ambos “trabalham em nível diferenciado” e que “nosso futuro é Suíça”.
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De acordo com a investigação da PF, Lulinha demonstrava ciência dos interesses de Roberta Luchsinger e participava ativamente de articulações descritas nas conversas. Em uma das trocas de mensagens, o filho do presidente mencionou encontros com duas figuras relevantes do governo:
Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula e funcionava como principal elo de comunicação entre o presidente e seus ministros;
Swedenberger Barbosa, que era secretário-executivo do Ministério da Saúde à época e teria facilitado a entrada de Antonio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”, naquela pasta ministerial.
O episódio reforça o cenário de tensão política e alimenta as críticas da oposição à gestão de Lula, especialmente no que diz respeito à proximidade entre familiares do presidente e personagens sob investigação policial.