“Canalha, Lula, é quem foi preso por corrupção. Canalha, Lula, é seu filho que roubou os aposentados. Canalha, Lula, é quem aperta a mão de ditador. Canalha é quem tá prometendo há vinte anos mudar esse país e não entregou nada disso. Canalha é quem falou que mulheres aprendem a serem tocadas desde pequenas e não assume o que falou. E eu quero te perguntar: por que que um jovem de trinta anos que nasceu na favela, e um mero deputado federal, te fez perder a linha? sabe porque, porque você sabe que o presente seu, mas o futuro é nosso.”
Resposta a Janja: “Para mim é um elogio”
O deputado também reagiu diretamente à fala da primeira-dama, que o havia classificado como “piá de bosta”. Longe de demonstrar incômodo, Nikolas agradeceu ironicamente a ofensa.
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Entrar no grupo “Janja, muito obrigado pelo teu ataque, porque para mim é um elogio. E dá só uma olhada do que esse piá de bosta está fazendo em Minas Gerais.”
O que Janja disse sobre Nikolas em Salvador
Mais cedo, durante um evento na capital baiana, Janja se referiu ao deputado mineiro com palavras duras. A primeira-dama afirmou que Nikolas precisa “comer muito feijão para chegar no dedinho do pé” de Lula e tentou minimizar o impacto das críticas feitas pelo parlamentar nas redes sociais.
“E não tem videozinho de camiseta preta que vá tirar confiança das mulheres desse homem, que estava falando com emoção da mãe dele, de Dona Lindu, que morreu de câncer. Então, eu quero dizer para aquele individuzinho de bosta. Eu sou do Paraná, não sei se vocês sabem, e lá no Paraná, a gente costuma chamar os meninos de piá. E quando eles fazem alguma coisa errada, a gente chama de piá de bosta. E é isso que aquele piá lá de Minas é, um piá de bosta, que tem que lavar a boca pra falar desse homem. Ele tem que comer ainda muito feijão pra chegar no dedinho do pé desse homem. Então, nós mulheres, presidente, seguimos acreditando no senhor”, disse.
Lula acusa Nikolas de “inventar” contexto
Lula, por sua vez, chamou o deputado de “canalha” ao alegar que Nikolas teria distorcido sua declaração original para criar uma narrativa diferente nas redes sociais.
“Eu estava contando a história que o homem tem dificuldade de fazer exame para saber se tem câncer de próstata. (Há) um monte de preconceito. Eu estava contando isso e eu quis fazer uma comparação como é que as mulheres são corajosas, porque as mulheres fazem exames e não têm medo de fazer exame. Eu queria que a Janja explicasse porque uma palavra ou uma frase errada, um canalha chamado Nikolas, nas redes digitais, ousou inventar uma coisa a meu respeito”, afirmou o petista.
A declaração original de Lula sobre mulheres e “toques”
Todo o embate teve início após uma fala de Lula na segunda-feira, 28, durante um comício em Belém, no Pará. Na ocasião, o presidente comentava a realização da primeira cirurgia robótica de próstata no estado e fez uma comparação envolvendo mulheres.
“Nós, hoje, fizemos a 1ª operação robótica de próstata aqui no Estado do Pará e no norte do país. A 1ª operação robótica. E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta de toque. As mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, disse o petista.
Declaração semelhante em 2023
Não foi a primeira vez que Lula usou esse tipo de comparação. Em 2023, ao aderir à campanha de combate ao câncer de próstata em sua live semanal, o presidente também mencionou os “toques” que as mulheres recebem ao se consultarem com ginecologistas.
“Afinal de contas os homens precisam criar coragem. Se ele tem medo de levar um toque do médico, pergunta para a mulher quantos toques ela leva na vida quando vai ao médico, e sai a mesma mulher”, disse o petista.
Protocolos médicos contradizem a fala presidencial
Ao contrário do que afirmou Lula, mulheres não são submetidas rotineiramente, “desde pequenas”, a exames ginecológicos invasivos. Segundo protocolos médicos, a realização de procedimentos íntimos fora das diretrizes estabelecidas pode configurar violência ou abuso sexual.