Número de candidatos do Exército nas eleições de 2026 cai mais da metade e chega a apenas 50
Exército reduz candidaturas nas eleições de 2026 para apenas 50, com queda superior a 50% em relação ao pleito de 2022
Por ContraFatos 17/08/2026 Atualizado em 17/08/2026
Exército
Queda acentuada nas candidaturas militares reflete estratégia da cúpula da Defesa para afastar quartéis da política
A participação do Exército nas eleições de 2026 despencou de forma significativa. Com o encerramento do prazo para registro de chapas na Justiça Eleitoral, no sábado 15 de agosto, apenas 50 candidatos ligados à Força tiveram suas candidaturas formalizadas. O levantamento é do jornal O Globo.
Apenas cinco militares da ativa concorrem em 2026
Entre os 50 nomes registrados, somente cinco são integrantes da ativa. Os demais 45 candidatos pertencem à reserva. Trata-se de uma redução superior a 50% em relação ao pleito anterior — em 2022, o Exército teve 107 candidatos disputando cargos eletivos. Já em 2018, ano em que Jair Bolsonaro venceu a corrida presidencial, o número foi ainda mais expressivo: 115 militares se lançaram na política.
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Cúpula militar comemora resultado como avanço institucional
A direção do Ministério da Defesa enxerga o encolhimento das candidaturas como um progresso concreto na missão de separar as atividades político-partidárias do ambiente dos quartéis. Segundo a publicação, o ministro José Múcio Monteiro transformou essa pauta em prioridade desde que assumiu o comando da pasta.
Na mesma direção, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, passou a cobrar dos subordinados dedicação exclusiva às funções técnicas e operacionais da Força. “Somos profissionais e temos que focar o nosso trabalho”, declarou o oficial em conversa com jornalistas, conforme registro resgatado pelo jornal.
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Tentativa de proibir militares da ativa na política não avançou
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a articular a aprovação de uma regra que vetaria a participação de tropas da ativa em disputas eleitorais. Entretanto, o texto esbarrou nas negociações com o Congresso Nacional e acabou estagnado, sem conseguir avançar na tramitação legislativa.
A queda nas candidaturas de integrantes do Exército ao longo dos últimos três ciclos eleitorais — de 115 em 2018, passando por 107 em 2022, até os atuais 50 em 2026 — evidencia uma tendência de distanciamento institucional da arena política, alinhada ao discurso oficial da cúpula militar e do Ministério da Defesa.