Nunes Marques manda remover vídeo de Lula e chama fala sobre Justiça Eleitoral de ‘inconsequente
Presidente do TSE determinou remoção de vídeo em que Lula sugere falcatrua da Justiça Eleitoral e chamou declaração de ataque inconsequente e vazio
Por ContraFatos 29/09/2026 Atualizado em 29/09/2026
O presidente do TSE, Nunes Marques, durante sessão (Cleia Viana/TSE)
Presidente do TSE reage a declaração de Lula em comício e atende pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um comício em Teresina, no dia 8 de setembro, provocou uma reação imediata do presidente do TSE, Nunes Marques. O magistrado determinou a remoção de um vídeo que registrava o momento em que o petista levantou a possibilidade de a Corte eleitoral cometer uma “falcatrua”.
“Que não venha, que não venha os americanos querer influir nas nossas eleições, que não venha o Tribunal Eleitoral querer falcatrua, porque a gente sabe o que eles são capazes”, afirmou Lula no ato político.
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Decisão provisória atende campanha de Flávio Bolsonaro
A medida foi tomada em caráter provisório e teve origem em um pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de já ter efeito imediato, a decisão ainda deverá ser analisada pelos demais ministros do TSE. A campanha de Lula e o Ministério Público Eleitoral também foram intimados a se manifestar antes de uma avaliação definitiva sobre o conteúdo da declaração.
Nunes Marques vê ‘descrédito’ disseminado contra a Justiça Eleitoral
Na avaliação de Nunes Marques, a declaração de Lula vai muito além de uma simples crítica à atuação institucional do tribunal — algo que seria legítimo. Para o presidente do TSE, trata-se de uma “imputação implícita de conduta fraudulenta ao órgão responsável pela organização das eleições”.
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O magistrado qualificou o ataque como “inconsequente”, atingindo simultaneamente as ações da Justiça Eleitoral tanto na esfera administrativa quanto na atividade jurisdicional.
Fala considerada ‘vazia’ e sem base factual
“A fala impugnada é vazia, desprovida de dados ou informações e se vale da influência do representado perante o grande público presente no comício para disseminar o descrédito contra a Justiça Eleitoral. Não há qualquer base fática nela”, afirmou Nunes Marques em sua decisão.
Segundo o presidente do TSE, a consequência prática de declarações como essa é “lançar suspeita, sem qualquer amparo fático, sobre a confiabilidade” do trabalho desempenhado pelo tribunal na condução dos processos eleitorais.