Como funcionam os testes de integridade hoje
Até o momento, os procedimentos de auditoria das urnas são conduzidos exclusivamente pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em cada estado. O teste de integridade é um dos mecanismos de verificação do sistema eletrônico de votação, previsto nas normas da Justiça Eleitoral desde 2002. Sua função é conferir se os votos digitados nos equipamentos correspondem exatamente às cédulas de papel que foram previamente preenchidas.
O procedimento começa na véspera da eleição, quando urnas já preparadas para votação são selecionadas em cerimônia pública pelas comissões de auditoria. Partidos políticos e entidades fiscalizadoras têm o direito de acompanhar essa escolha.
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Entrar no grupo Etapas do processo no dia da votação
No dia do pleito, as urnas escolhidas são transportadas para locais previamente definidos para a auditoria. Em ambiente controlado, cédulas preenchidas com antecedência são retiradas de urnas de lona. Os votos são então lidos em voz alta e digitados nos equipamentos submetidos ao teste. Todo o procedimento conta com a presença de auditores e pode ser registrado em vídeo.
Quando a votação se encerra, às 17h, as urnas utilizadas na auditoria emitem o Boletim de Urna (BU). A comissão encarregada realiza a comparação entre a totalização apresentada pelo equipamento e os dados das cédulas de papel — tanto em relação à quantidade de votos quanto aos candidatos indicados. Vale destacar que esses votos são simulados e não entram na apuração oficial dos resultados.
Resolução do TSE amplia modalidades de teste para 2026
Para o ciclo eleitoral de 2026, uma resolução já aprovada pelo TSE determina que o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas seja realizado em todas as unidades da Federação, no mesmo dia e horário da votação. A norma estabelece duas modalidades distintas: uma em ambiente controlado, em local público designado pelo TRE, e outra utilizando biometria de eleitores voluntários em pontos próximos às seções eleitorais.
A ideia de conduzir uma auditoria adicional na própria sede do tribunal representaria, portanto, uma etapa a mais em relação ao procedimento tradicional. Essa movimentação acontece em um ano no qual a Corte tem intensificado ações voltadas à transparência e à fiscalização do sistema eletrônico de votação.
Nunes Marques já acompanhou outra etapa de fiscalização em maio
Em maio deste ano, Nunes Marques esteve presente em outro momento importante de verificação: o Teste de Confirmação do Teste Público de Segurança dos sistemas eleitorais, também realizado na sede do TSE. Naquela ocasião, pesquisadores avaliaram se as melhorias implementadas pelo tribunal após testes conduzidos em 2025 foram efetivamente incorporadas aos sistemas utilizados nas urnas eletrônicas.