K-Group nega envolvimento e investiga origem do veículo
A rede finlandesa se pronunciou por meio de nota oficial, negando qualquer relação com o veículo. A K-Group declarou que está empenhada em rastrear como o caminhão saiu da Europa e acabou chegando ao Iraque.
Ainda em junho, a emissora pública finlandesa Yle havia identificado uma pista relevante: um anúncio publicado em um grupo de compra e venda no Facebook no Iraque oferecia um caminhão idêntico ao que aparece nas imagens do funeral. O responsável pela publicação do anúncio disse à Yle que atuou apenas como intermediário na venda e que, conforme lhe foi informado, o comprador seria o Exército iraquiano.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Como morreu Ali Khamenei
Ali Khamenei foi alvo de um bombardeio em Teerã no dia 28 de fevereiro. O ataque, conduzido pelos Estados Unidos e Israel, também deixou gravemente ferido seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei.
Anos de planejamento pelo governo israelense
O governo de Israel já planejava a eliminação de Ali Khamenei havia anos. O Mossad, serviço de inteligência israelense, conseguiu invadir câmeras de trânsito nas ruas de Teerã anos antes do ataque. O objetivo era rastrear os movimentos dos guarda-costas do líder supremo e de funcionários do alto escalão iraniano.
Esses equipamentos de vigilância, ironicamente, integravam o próprio sistema do regime, utilizado para identificar e perseguir opositores internos. Segundo o jornal Financial Times, o acesso irrestrito às imagens possibilitou que Israel mapeasse a capital iraniana e identificasse padrões de movimentação da elite do poder.
Câmera estratégica e dossiês detalhados
Uma das câmeras estava posicionada exatamente onde os seguranças de Khamenei costumavam estacionar seus veículos. Por meio dela, as autoridades israelenses conseguiram identificar padrões, montar dossiês detalhados sobre endereços dos guardas, seus horários de trabalho, rotinas diárias e as escalas de proteção do alto escalão.
Interrupção nas comunicações durante o ataque
No momento em que Khamenei foi executado, os Estados Unidos interromperam o serviço de telefonia celular da Rua Pasteur, em Teerã. Sem comunicação, os guardas enfrentaram sérias dificuldades para coordenar qualquer resposta.
“Conhecíamos Teerã como conhecemos Jerusalém. E quando você conhece [um lugar] tão bem quanto conhece a rua onde cresceu, você percebe uma única coisa que está fora do lugar.”, disse um oficial da inteligência israelense ao jornal americano.