Ele foi levado à Santa Casa de São Paulo, mas não resistiu e morreu às 1h40. A identidade só foi confirmada no dia seguinte, por meio de exame papiloscópico conduzido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD).
O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins) como morte súbita. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias.
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Entrar no grupo Trajetória e notoriedade
Reconhecido como um dos criminalistas mais combativos de sua geração, Pacheco se tornou conhecido nacionalmente por sua atuação no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), quando defendeu o ex-presidente do PT José Genoino.
Em 2014, ganhou destaque ao ser retirado do plenário pelo então presidente da Corte, ministro Joaquim Barbosa, após protestar contra a demora na análise de um recurso.
Além de casos de repercussão, ocupou cargos institucionais relevantes: foi diretor da OAB-SP, conselheiro federal da Ordem, presidiu comissão durante a gestão de Patrícia Vanzolini e integrou o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Também foi fundador do grupo Prerrogativas, uma das frentes jurídicas progressistas mais influentes do país.
Homenagens
A morte gerou forte comoção no meio jurídico e político.
- Beto Simonetti, presidente do Conselho Federal da OAB, disse que Pacheco “sempre exerceu a advocacia com firmeza, seriedade e respeito às instituições”.
- Leonardo Sica, presidente da OAB-SP, afirmou que a advocacia perdeu “um amigo ímpar e um guerreiro do bem”.
- Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Prerrogativas, destacou que ele foi “um dos advogados mais respeitados do país, combativo, sensível, generoso, solidário”.
A OAB paulista decretou três dias de luto oficial. Entre autoridades públicas, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, classificou a morte como “uma triste notícia da perda de um advogado de trajetória brilhante”. O juiz e escritor Marcelo Semer o definiu como “grande figura, combativo e divertido”.
Investigação em andamento
Embora o registro inicial aponte para morte súbita, a polícia não descarta outras hipóteses. Exames de necropsia e análises toxicológicas devem indicar se houve intoxicação, problema médico ou outro fator determinante.
Nos bastidores, circula a informação de que Pacheco teria mencionado em mensagens a ingestão de metanol, substância tóxica encontrada em bebidas adulteradas. Essa possibilidade, porém, ainda não foi confirmada oficialmente e segue em análise pericial.
Ponto em aberto
Até agora, não há indícios de relação entre a morte e a atividade profissional do criminalista, embora sua trajetória tenha sido marcada por casos de grande impacto político. O inquérito deve esclarecer onde ele esteve antes de passar mal, se consumiu alguma substância nociva e se terceiros podem ter responsabilidade no episódio.