A ação, que mobilizou 2,5 mil agentes de segurança, teve como alvo lideranças do Comando Vermelho, incluindo criminosos de outros estados. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) acompanhou as investigações que motivaram a operação.
Entre os mortos, há membros da facção e civis. O governo estadual informou que nove pessoas ficaram feridas, sendo seis policiais e três moradores.
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Operação impactou escolas e unidades de saúde
O confronto também afetou a rotina da cidade: 29 escolas do Complexo do Alemão e 17 do Complexo da Penha suspenderam as aulas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as atividades foram retomadas de forma gradual.
Unidades de saúde nas regiões atingidas interromperam temporariamente os atendimentos durante a operação.
Castro voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela falta de envio de veículos blindados e recursos logísticos ao estado. O governador também citou a proposta de emenda constitucional que prevê a integração das forças de segurança, ainda parada no Congresso Nacional.
“Espero que isso sirva de exemplo de que precisamos dessa integração”, disse.
O governador também reagiu a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiram operações policiais nas comunidades durante a pandemia. Ele associou a medida — parte da ADPF das Favelas, proposta pelo PSB em 2019 — ao fortalecimento de facções criminosas como o Comando Vermelho.
“Estamos excedendo nossas competências, mas continuaremos excedendo na nossa missão de servir e proteger o nosso povo”, afirmou Castro.
Secretário reforça apelo por ação conjunta
O secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, defendeu uma estratégia nacional unificada de combate ao tráfico.
“Sozinho, ninguém resolve. Não há plano mágico. O enfrentamento precisa envolver município, Estado e União. É essencial que os três entes conversem e deixem ideologias de lado”, disse.
O governo fluminense pretende levar o tema à próxima reunião do Fórum Nacional de Governadores, argumentando que a crise de segurança no Rio tem impacto direto em outros estados e no tráfico internacional.