Reação da oposição venezuelana
A morte provocou forte mobilização entre líderes opositores.
Leopoldo López acusou o regime de negar tratamento médico e disse que o episódio representa “outra vítima da ditadura”.
Antonio Ledezma reiterou que Maduro é responsável, afirmando que o governo conhecia os problemas cardíacos de Díaz.
O partido Voluntad Popular declarou que o caso expõe um sistema que “persegue e destrói vidas para se manter no poder”.
Já David Smolansky responsabilizou diretamente a vice-presidente Delcy Rodríguez, cuja estrutura abrange o Sebin, órgão que administra El Helicoide.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Quem era Alfredo Díaz
Alfredo Javier Díaz Figueroa teve trajetória longa na política de Nueva Esparta. Começou como vereador, elegeu-se prefeito do município de Mariño — um dos mais importantes da região — e posteriormente se tornou governador do estado.
Sua atuação o projetou nacionalmente como liderança relevante da oposição ao chavismo, especialmente na Ilha Margarita, onde mantinha forte apoio eleitoral.
Ligado ao Acción Democrática, Díaz continuou ativo politicamente após deixar o governo estadual, até ser detido pelo regime.
Segundo seu partido, ele estava preso em El Helicoide, considerado um dos centros de detenção mais duros da Venezuela.
Contexto: presos políticos sob o chavismo
Relatório recente da ONG Foro Penal, divulgado pela emissora portuguesa RTP, aponta que a Venezuela contabilizava 882 presos políticos até 10 de novembro de 2025.
O número varia semanalmente em razão de novas prisões e algumas liberações, mas permanece em patamar alto — reflexo do aumento da repressão após as eleições de julho de 2024.
A Venezuela, segundo organizações de direitos humanos, mantém um dos maiores contingentes de presos políticos da América Latina, evidenciando o avanço das práticas autoritárias do regime.As informações são da Revista Oeste.