Quase 8 mil solicitações represadas na ginecologia-geral
Na área de ginecologia-geral, a fiscalização encontrou 7.758 solicitações pendentes. O tempo médio de espera nessa especialidade atinge 898 dias, o que corresponde a cerca de dois anos e meio para que a paciente receba atendimento básico.
O trabalho do TCU concentra-se especificamente nas barreiras enfrentadas por pacientes para obter diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero. A análise evidencia entraves que vão da marcação de consultas especializadas até a conclusão dos exames indispensáveis para a investigação da doença.
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Entrar no grupo Colposcopia: um dos principais gargalos do sistema
Entre os procedimentos mais críticos, a colposcopia se destaca como um dos maiores pontos de estrangulamento da rede pública. Esse exame é fundamental para avaliar alterações no colo do útero e investigar possíveis lesões provocadas, entre outros fatores, pelo papilomavírus humano (HPV).
Os dados apresentados ao TCU indicam que havia 1.768 solicitações pendentes para a realização da colposcopia. A espera para esse procedimento específico chegava a 588 dias — mais de um ano e meio.
As dificuldades não se limitam às filas para consultas e exames. A auditoria também identificou demora significativa na liberação de laudos e carência de infraestrutura adequada para o diagnóstico do câncer na rede de saúde do DF.
Acordo voluntário para reduzir filas
Diante do quadro crítico, uma proposta submetida ao tribunal prevê a autorização para que a área técnica do TCU inicie negociações com a Secretaria de Saúde do DF. O objetivo é celebrar um instrumento denominado “Compromisso Cidadão”.
Trata-se de um acordo voluntário que visa estabelecer metas claras, indicadores de desempenho, prazos e responsabilidades específicas para reduzir as filas de atendimento e melhorar a assistência à saúde da mulher na capital federal.