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Padilha alerta sobre risco de bebidas contaminadas: “destilado não é essencial à vida das pessoas”

Ministério da Saúde acompanha casos de intoxicação por metanol em São Paulo, Pernambuco e Brasília; uma morte já foi confirmada

O ministro da , Alexandre Padilha, recomendou cautela máxima no consumo de bebidas destiladas diante do surto de intoxicação por metanol registrado em diferentes regiões do país.

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“Na condição de ministro e como médico, a recomendação é que evite ingerir produto destilado, sobretudo os incolores, que não tenha absoluta certeza da origem dele. Não estamos falando de um produto essencial na vida das pessoas”, declarou Padilha.

A fala foi feita durante a abertura de uma sala de situação no Ministério da Saúde, criada para monitorar o avanço da crise e coordenar as medidas de enfrentamento.

Situação epidemiológica

Até o momento, o governo contabiliza 59 ocorrências ligadas à contaminação por metanol. Destas, 48 são casos suspeitos e 11 já foram confirmados em exames laboratoriais realizados em e Pernambuco.

O Distrito Federal também registrou ocorrência, incluindo o caso do rapper Hungria, que apresentou sintomas de intoxicação.

Há ainda um óbito confirmado em São Paulo. Outros sete falecimentos estão sob investigação: cinco em São Paulo (três na capital e dois em São Bernardo do Campo) e dois em Pernambuco (um em Lajeado e outro em João Alfredo).

Medidas emergenciais

O ministério iniciou uma mobilização para ampliar a oferta de etanol farmacêutico, utilizado no tratamento de intoxicações por metanol.

A mapeou 604 farmácias de manipulação no com capacidade de produzir o antídoto. A agência está em contato com essas unidades para avaliar a possibilidade de distribuição emergencial.

Além disso, Padilha informou que laboratórios internacionais foram acionados para viabilizar a compra ou doação de fomepizol, medicamento alternativo usado em casos graves de envenenamento.

Precaução e prevenção

Padilha negou que o governo espere uma explosão de novos casos, mas defendeu a mobilização intensa como forma de antecipação.

“Nós fazemos isso por precaução, porque somos responsáveis diante de uma situação anormal. O ministério começou a perceber a anormalidade da situação na última semana”, explicou.


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  1. Só é essencial para o seu patrão, cachaceiro corruPTo. Tomara que chegue nele uma cachaça bem contaminada.

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