Pároco associa voto do deputado sobre programa do gás a impedimento religioso durante missa
Uma declaração feita durante uma missa em Minas Gerais gerou forte repercussão nas redes sociais neste domingo (8). O padre Flávio Ferreira Alves negou a comunhão a fiéis que apoiam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e pediu que essas pessoas se retirassem da igreja. O episódio ocorreu na Capela São Sebastião, no município de Pingo D’Água, no interior do estado.
O momento foi registrado em vídeo por duas mulheres que participavam da celebração. As imagens circularam rapidamente nas redes sociais e provocaram reações de indignação e debate sobre limites entre posicionamento político e prática religiosa.
Declaração ocorreu durante a homilia
Durante a missa, o padre mencionou diretamente o parlamentar e associou o apoio a ele à recusa do sacramento da eucaristia. Em tom enfático, o pároco pediu que os fiéis favoráveis ao deputado deixassem o local.
“Tem católico concordando com ele. Tem católico concordado com Nikolas. Vou falar uma coisa grave, se você concorda com o Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora. Você não merece receber a eucaristia”, afirmou.
A fala foi feita diante de toda a assembleia e interrompeu momentaneamente a celebração religiosa.
Diocese ainda não se manifestou
A Capela São Sebastião é vinculada à Diocese de Caratinga, responsável pela paróquia onde ocorreu o episódio. Até o momento, a diocese não divulgou nota oficial nem se pronunciou publicamente sobre a conduta do padre Flávio Ferreira Alves ou sobre o conteúdo da declaração.
Crítica está ligada a voto sobre programa de gás
A manifestação do sacerdote teve como pano de fundo o voto de Nikolas Ferreira contra a medida provisória 1313/25, proposta pelo governo federal, que altera o programa de distribuição de gás de cozinha. A MP muda o nome do programa de “Gás dos Brasileiros” para “Gás do Povo” e prevê o fim definitivo do auxílio financeiro até 2027.
Pelo novo modelo, as famílias beneficiárias deixam de receber o valor em dinheiro e passam a retirar gratuitamente o botijão apenas em pontos credenciados pelo governo, sem possibilidade de acumular as duas formas de benefício.
Deputado explica posição contrária à MP
Após a repercussão do tema, Nikolas Ferreira usou suas redes sociais para justificar o voto contrário ao projeto. Segundo ele, a proposta retira autonomia das famílias beneficiadas e dificulta o acesso ao gás.
“Óbvio que votei contra o projeto ‘Gás do Povo’, do Lula, porque sou a favor do ‘Gás dos Brasileiros’, um programa que já existe e que o Lula quer complicar. Antes, o auxílio caía direto na conta da mãe de família. Ela decidia onde comprar”, afirmou.
O deputado acrescentou que o novo formato impõe restrições e insegurança aos beneficiários.
Críticas ao impacto social do novo modelo
Nikolas também criticou o que considera uso político do programa social e questionou os dados divulgados pelo governo sobre redução da pobreza.
“No final, deixará seu gás mais caro e com a finalidade de manter as pessoas presas pra ter o voto dela nas eleições. E o povo sabe disso. E não custa perguntar: Se a pobreza caiu como o Lula diz, por que 50 milhões de brasileiros ainda dependem de gás ‘gratuito’ pra cozinhar?”, declarou.
A medida provisória foi aprovada pelo Congresso e estabelece a extinção gradual do repasse em dinheiro, consolidando o novo formato até 2027.
Esse dito padre, não passa de mais um absorto. É outro idiota que apenas acha que qualquer esmola que possa ser dada, deva ser feita sem crivo algum. Esquece-se ele que a igreja a qual serve, é a maior criminosa de todos os tempos pelas atrocidades que já cometeu dizendo-se em nome de Deus.