A primeira guia, no valor de R$ 450, foi paga em fevereiro de 2025. Já a segunda, no montante de R$ 1.200, referente ao preparo de recurso de apelação, teve pagamento registrado em novembro do mesmo ano. Ambas estavam em nome de Lancellotti, com o CPF do sacerdote, e faziam referência direta a uma ação judicial.
Ação contra vereadora de Praia Grande motivou os pagamentos
Os valores pagos estão ligados a um processo movido pelo padre Júlio Lancellotti contra a vereadora Janaina Ballaris (União Brasil), de Praia Grande. Na ação, o sacerdote pleiteou indenização de R$ 30 mil por danos morais, alegando calúnia e difamação em razão de declarações da parlamentar durante uma entrevista. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de indenização.
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Entrar no grupo Documentos comprovam vínculo entre conta da paróquia e pagamentos
De acordo com o conteúdo da representação, a primeira guia foi emitida em fevereiro de 2025, com dados pessoais do sacerdote e menção ao processo judicial. O documento destaca que o pagamento foi realizado por meio da conta corrente da Paróquia São Miguel Arcanjo.
A segunda guia, emitida em novembro daquele ano, também estava vinculada ao mesmo processo. Os comprovantes anexados à denúncia indicam que o valor de R$ 1,2 mil saiu igualmente da conta paroquial.
A representação trouxe ainda documentos da Receita Federal que confirmam que o CNPJ utilizado nos pagamentos pertence à filial da Mitra Arquidiocesana de São Paulo correspondente à Paróquia São Miguel Arcanjo.
Dados bancários da igreja estão públicos em canais de doação
O vereador Thomaz Henrique anexou ao documento imagens e capturas de tela do site da paróquia e do perfil de Lancellotti no Instagram, onde aparecem dados bancários da igreja destinados ao recebimento de doações. A chave Pix informada para os fiéis corresponde ao mesmo CNPJ mencionado na denúncia.
Polêmicas anteriores envolvem o padre
A atuação de Júlio Lancellotti já foi alvo de outras controvérsias. Em janeiro de 2020, foram reveladas denúncias graves contra o religioso, incluindo a existência de vídeos em que o sacerdote se masturba durante uma ligação com um menor de idade. Laudos periciais foram produzidos no contexto dessas denúncias.