Partido Novo recorre a Rogério Marinho para apaziguar crise entre Zema e Flávio Bolsonaro
Presidente do Novo ligou para Rogério Marinho buscando encerrar crise entre Zema e Flávio Bolsonaro que ameaça alianças eleitorais à direita
Por ContraFatos 27/05/2026 Atualizado em 27/05/2026
Senador Rogerio Marinho (PL-RN), líder da oposição ao governo | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Dirigentes do Novo atuam nos bastidores para evitar rompimento com o bolsonarismo
O embate público entre Romeu Zema e Flávio Bolsonaro forçou a cúpula do Partido Novo a buscar uma saída diplomática para a crise que ameaça comprometer as articulações eleitorais da direita para 2026. A principal iniciativa partiu do presidente nacional da legenda, Eduardo Ribeiro, que ligou diretamente para Rogério Marinho, responsável por comandar a campanha do senador.
Pressão interna motivou o telefonema
Antes do contato com Marinho, uma série de reuniões reservadas reuniu dirigentes nacionais do Novo, parlamentares da sigla e aliados do ex-governador de Minas Gerais. A ala conservadora do partido foi a principal responsável por pressionar pela aproximação com o chefe da campanha de Flávio, enxergando no diálogo a única forma de conter o desgaste interno e manter as pontes com o PL intactas.
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Marinho acenou com disposição, mas impôs condição
De acordo com a apuração, Rogério Marinho demonstrou abertura para encerrar a crise. A condição, porém, foi clara: Zema precisaria cessar os ataques públicos a Flávio Bolsonaro. Sem essa garantia, o entendimento do lado do senador é que qualquer tentativa de pacificação seria inviável.
Sequência de críticas acirrou o conflito
Dentro do Novo, a avaliação predominante é que a situação saiu do controle após uma sequência de manifestações públicas de Zema contra Flávio. O momento é considerado especialmente delicado porque a sigla trabalha para consolidar alianças eleitorais à direita visando as eleições de 2026. O ruído provocado pelo ex-governador, segundo integrantes do partido, passou a atrapalhar diretamente essa estratégia.
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O estopim do agravamento foi a divulgação de um vídeo em que Zema tece críticas diretas a Flávio Bolsonaro. A gravação surgiu como resposta à publicação, pelo site Intercept Brasil, de áudios e mensagens atribuídos ao senador e ao empresário Daniel Vorcaro. O conteúdo revelava supostos pedidos de recursos para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ala conservadora vê padrão de enfrentamento
Nos bastidores, dirigentes do Novo reconhecem que o problema já transcende o episódio envolvendo os áudios e o filme. Para a ala conservadora da legenda, Zema adotou um comportamento recorrente de confronto com Flávio, gerando um desgaste que não se limita à relação entre os dois, mas que também ameaça alianças consideradas estratégicas para o futuro eleitoral da direita brasileira.