Jaques Wagner acumula R$ 20,7 milhões a mais em oito anos
Outro nome que se destaca no levantamento é o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em 2018, seus bens declarados à Justiça Eleitoral somavam R$ 3,3 milhões. No registro atual, esse número alcança R$ 24 milhões — um salto de aproximadamente 631%. Em valores absolutos, trata-se da maior diferença identificada: são R$ 20,7 milhões a mais em apenas oito anos.
Rui Costa e Manuela D’Ávila também apresentam crescimento significativo
Ainda na Bahia, o ex-ministro e candidato a senador Rui Costa (PT) informou patrimônio de R$ 1,264 milhão para 2026. Em 2018, o valor era de R$ 674 mil, o que configura um aumento de 87%.
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Entrar no grupo No Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PSOL), que vai disputar uma vaga ao Senado, declarou R$ 1,376 milhão neste ano. Quando concorreu ao cargo de prefeita de Porto Alegre (RS), em 2020, o valor informado era de R$ 455 mil. A variação chega a 202% em seis anos.
Décio Lima mais que dobra patrimônio em três anos
Em Santa Catarina, o postulante esquerdista ao Senado Décio Lima (PT) também mais que dobrou seus bens declarados. O petista saiu de R$ 1,49 milhão, registrados em 2022, para R$ 3,17 milhões agora, um crescimento de 113%.
Deputados federais registram variações expressivas
Na disputa pela Câmara dos Deputados, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) aparece com uma das maiores oscilações. Seu patrimônio declarado saltou de R$ 192 mil em 2022 para R$ 961 mil no pleito deste ano, um crescimento de 400%.
Entre os candidatos petistas à Câmara, os aumentos também foram substanciais. Rogério Correia (PT-MG) declarou R$ 1,1 milhão em 2026, ante R$ 717 mil em 2022 — alta de 53%. Rui Falcão (PT-SP) passou de R$ 614 mil para R$ 912 mil no mesmo intervalo, um incremento de 48,5%. Já Pedro Rousseff (PT-MG) informou R$ 78,6 mil em patrimônio para 2026, enquanto em 2024 não havia declarado nenhum bem.
Multiplicação patrimonial chama atenção
Os números apresentados ganham relevância especialmente nos casos em que patrimônios informados há alguns anos aparecem agora multiplicados diversas vezes. O caso de Paulo Pimenta é o mais expressivo em termos percentuais, enquanto Jaques Wagner detém o maior crescimento em valores absolutos. O levantamento abrange declarações feitas oficialmente à Justiça Eleitoral por meio do sistema do TSE.