Pedido de afastamento de Alexandre de Moraes dos casos do 8 de janeiro é encaminhado a Fachin no STF
Petição do Instituto Gritos de Liberdade pede afastamento temporário de Alexandre de Moraes dos processos do 8 de janeiro e tramita sob sigilo no STF
Por ContraFatos 05/09/2026 Atualizado em 05/09/2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, durante sessão plenária da Corte — Brasília (DF), 3/9/2026 | Foto: Alejandro Zambrana/STF
Instituto Gritos de Liberdade protocola petição criminal que tramita em segredo de Justiça na Corte
Uma petição que solicita o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 já está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O documento, identificado como Petição 16.681, foi considerado concluso à Presidência da Corte na sexta-feira, 4 de setembro.
A ação partiu do Instituto Gritos de Liberdade (IGL), que protocolou o pedido na quarta-feira, 2 de setembro, às 10h11. A petição foi autuada no mesmo dia, registrada e encaminhada à presidência do tribunal.
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Contexto: mensagens entre Moraes e ex-controlador do Banco Master
A movimentação do IGL acontece em meio à repercussão de informações sobre mensagens trocadas pelo ministro Alexandre de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O conteúdo dessas comunicações foi identificado pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação conduzida pela corporação.
Petição classificada como criminal e sob sigilo
De acordo com os registros disponíveis no STF, a petição recebeu classificação de medida criminal e liminar. O processo foi colocado em segredo de Justiça, restringindo o acesso público às informações detalhadas sobre seu conteúdo.
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O instituto argumenta que o afastamento temporário de Moraes é necessário nos casos que envolvem os manifestantes do 8 de janeiro. Como alternativa, o IGL propõe que eventuais decisões urgentes relacionadas aos investigados e réus sejam redistribuídas a outro integrante do STF durante o período em que o ministro estiver impedido de atuar.
Próximos passos dependem de Fachin
O pedido agora está sob análise de Edson Fachin, que ocupa a presidência da Corte. Cabe a ele decidir sobre o encaminhamento da petição e eventuais desdobramentos processuais. Ainda não há prazo definido para uma manifestação do presidente do STF sobre a solicitação formulada pelo Instituto Gritos de Liberdade.