Alexandre de Moraes é apontado como principal responsável pela crise
Quando questionados sobre quem seria o principal responsável pela turbulência no Supremo Tribunal Federal, 46% dos entrevistados apontaram o ministro Alexandre de Moraes. Em segundo lugar aparece André Mendonça, citado por 16% dos ouvidos na pesquisa.
O ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça, é visto como responsável por 6% dos entrevistados. No último fim de semana, o processo passou para a relatoria do ministro Edson Fachin, atual presidente da Suprema Corte.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Os dados mostram ainda que 4% dos brasileiros atribuem a responsabilidade ao ministro Flávio Dino, e 3% a Fachin. Uma fatia de 2% indicou outro ministro, sem especificar qual.
Entre os demais respondentes, 10% disseram não conhecer o assunto o suficiente para opinar, 5% consideram que não há uma crise na Corte, e outros 5% afirmam que nenhum ministro é responsável. Os que não souberam ou não responderam representam 3%.
Percepção sobre os critérios de Moraes e Mendonça no STF
A sondagem também investigou como os eleitores enxergam os fundamentos por trás das decisões de Alexandre de Moraes e André Mendonça no tribunal.
Avaliação de Alexandre de Moraes
Para 45% dos entrevistados, Moraes baseia suas decisões em critérios políticos. Outros 16% acreditam que o ministro se pauta por critérios técnicos e jurídicos, enquanto 24% entendem que ele utiliza ambos os tipos de critério. A parcela que declara não conhecer o assunto o suficiente para avaliar corresponde a 11%, e os indecisos ficam em 4%.
Avaliação de André Mendonça
No caso de Mendonça, 33% dos ouvidos consideram que o ministro emprega critérios técnicos e jurídicos. Já 28% avaliam que suas decisões são movidas por critérios políticos. A fatia que identifica o uso de ambos os critérios soma 17%. Os que dizem não ter conhecimento suficiente sobre o tema chegam a 20%, e os indecisos representam 2%.
Metodologia da pesquisa
O levantamento Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03482/2026.