Os entrevistados foram confrontados com afirmações sobre temas como superpopulação mundial, comportamento homossexual e outras questões ligadas a debates culturais e sociais. Com base nas respostas, os pesquisadores cruzaram o posicionamento ideológico de cada pessoa com dados relativos à saúde mental e ao comportamento.
Modificações corporais e sua relação com ideologia
Outro aspecto investigado pelo estudo foi a conexão entre orientação política e modificações corporais. Segundo os autores, cabelos tingidos em cores como azul, rosa, verde ou roxo surgiram com frequência significativamente maior entre pessoas alinhadas à esquerda. O mesmo padrão foi observado com piercings.
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Entrar no grupo Sobre esse ponto, os pesquisadores fizeram questão de destacar que investigações anteriores já haviam identificado “uma correlação substancial entre modificações corporais, como tatuagens/piercings, e várias medidas psicopatológicas, como comportamentos autolesivos, uso de substâncias, baixa qualidade de vida, interação social reduzida e sofrimento emocional”.
Autoexpressão versus padrões tradicionais
Na leitura dos pesquisadores, tais características poderiam indicar maior abertura a comportamentos considerados não convencionais e uma tendência à valorização da autoexpressão em detrimento de padrões sociais tradicionais. O artigo vai além e sugere que valores conservadores, por outro lado, estariam mais associados a estruturas morais objetivas, autocontrole e coesão social.
Estudos anteriores reforçam a mesma tendência
A pesquisa de Kirkegaard e Hu não é pioneira ao explorar essa relação entre pensamento político e saúde mental. Em 2020, um levantamento do Pew Research Center já havia revelado que pessoas ligadas à esquerda relataram mais diagnósticos de problemas mentais do que aquelas posicionadas à direita. Esse mesmo estudo apontou menor incidência de tais problemas entre indivíduos inseridos em ambientes religiosos.
Em 2025, pesquisadores das universidades Yale e Tuft publicaram outro levantamento que concluiu que conservadores norte-americanos tendem a avaliar sua própria saúde mental de maneira mais positiva. Os fatores associados a esse resultado incluíam religiosidade e patriotismo.
Mulheres jovens progressistas relatam mais tristeza
Dados familiares coletados em 2024 também revelaram disparidades marcantes. Mulheres jovens de esquerda afirmaram experimentar maiores níveis de tristeza e solidão quando comparadas a mulheres conservadoras. Os números são expressivos: apenas 12% das entrevistadas progressistas declararam estar completamente satisfeitas com a vida, enquanto entre as conservadoras esse índice atingiu 37%.