Pesquisa revela que maioria não confia no STF e Toffoli lidera rejeição
Pesquisa aponta baixa confiança no STF e alta rejeição a ministros, com Toffoli liderando avaliação negativa.
Por ContraFatos 20/03/2026 Atualizado em 20/03/2026
Foto: Gustavo Moreno/STF
Levantamento aponta percepção negativa sobre atuação da Corte e seus ministros
Um levantamento divulgado nesta sexta-feira, 20, indica que a confiança da população no Supremo Tribunal Federal (STF) está em baixa. A pesquisa, realizada pela AtlasIntel em parceria com o jornal Estadão, mostra que 60% dos brasileiros afirmam não confiar na Corte. Por outro lado, 34% dizem confiar, enquanto 6% não souberam responder.
Imagem dos ministros apresenta altos índices de rejeição
O estudo também avaliou a percepção pública sobre os integrantes do STF. Entre os nomes analisados, André Mendonça aparece com o melhor desempenho, registrando 43% de avaliação positiva e 36% negativa.
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Em contrapartida, outros ministros concentram índices mais elevados de rejeição. Alexandre de Moraes tem 59% de imagem negativa, enquanto Gilmar Mendes atinge 67% nesse mesmo indicador.
Toffoli aparece como o mais mal avaliado
Entre todos os ministros citados, Dias Toffoli apresenta o pior resultado. Ele soma 81% de avaliação negativa e apenas 9% de imagem positiva entre os entrevistados.
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O ministro deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master antes do Carnaval, após desgaste público e questionamentos sobre sua relação com a Maridt, empresa da qual é sócio e que já teve participação no Tayayá Resort — empreendimento que aparece nas discussões ligadas ao banco.
Maioria questiona imparcialidade e competência
A pesquisa também investigou a opinião dos brasileiros sobre a atuação dos ministros em termos de competência e imparcialidade. Mais de 59% dos entrevistados afirmaram não acreditar que a maioria dos integrantes do STF atue com esses critérios, enquanto quase 35% disseram confiar nesse aspecto.
Decisões específicas ainda recebem apoio
Apesar da avaliação geral negativa do tribunal, algumas decisões individuais encontram respaldo popular. Um exemplo é a medida tomada pelo ministro Flávio Dino, que suspendeu os chamados “penduricalhos” — benefícios que permitem que servidores públicos recebam acima do teto constitucional.
Segundo o levantamento, mais de 72% aprovam essa decisão, enquanto quase 16% desaprovam.
Metodologia da pesquisa
O estudo foi realizado entre os dias 16 e 19 de março, com a participação de 2.090 pessoas em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.