Trata-se do mesmo material que a PF já havia entregue aos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes na segunda-feira (14).
Disputa pelo acesso aos dados marcou os bastidores do julgamento
Antes da sessão sobre o caso Moraes, Zanin buscou obter os dados dos celulares diretamente com Mendonça, que é relator do caso Master. O ministro, no entanto, recusou o pedido. Na avaliação de Mendonça, todo o material necessário ao julgamento já estava disponível, e a divulgação do conteúdo completo do celular de Vorcaro serviria apenas para “tumultuar” a sessão.
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Entrar no grupo Mendonça explicou que uma cópia integral dos dados estava em seu gabinete, porém permanecia lacrada. Diante do impasse, a PF comunicou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que também mantinha o material sob sua guarda e poderia fornecer cópias idênticas aos ministros, sem qualquer prejuízo à cadeia de custódia.
Com essa alternativa, Zanin e Gilmar Mendes recorreram diretamente à Polícia Federal para ter acesso às informações.
Conversas reveladas envolvem filho de Fux e menções a Nunes Marques
Após a entrega dos dados ao Supremo, vieram à tona conversas entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Também foram identificados diálogos com menções ao ministro Kassio Nunes Marques.
A sessão no STF foi marcada por bate-boca e acusações entre os magistrados. Mendonça afirmou durante o julgamento que só tomou conhecimento das referências aos colegas naquele momento, uma vez que os dados armazenados em seu gabinete estavam lacrados.