Decisões no STJ e silêncio sobre pagamentos
Durante o período dos repasses, Noronha deu duas decisões contrárias ao fundo ligado à empresa, mas em outros dois casos permitiu a desistência de recursos a pedido da parte interessada. O ministro afirmou que rejeitou recursos da Fource e apenas acatou os pedidos de desistência, mas não comentou os pagamentos feitos à filha.
Avanço das investigações
Um novo relatório da PF, encaminhado ao ministro Cristiano Zanin no Supremo Tribunal Federal (STF), indica que os sócios da Fource tinham interesse direto nos processos relatados por Noronha.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo A investigação também apura a quebra de sigilo bancário da Fource e conversas de um dos sócios, Haroldo Augusto Filho, com familiares de ministros do STJ, incluindo Anna Carolina.
Além disso, o ministro Noronha já utilizou aeronave emprestada por sócio da Fource para viajar a um evento da OAB em Mato Grosso.
Relações com empresas ligadas à Fource
A PF identificou ainda uma decisão de Noronha favorável à Bom Jesus Agropecuária, empresa vinculada à Fource, em disputa contratual em Mato Grosso. Em julho, o ministro determinou que o caso fosse julgado pela 4ª Vara Cível de Rondonópolis (MT), conforme pedido da Bom Jesus.
A parte contrária apresentou pedido para que Noronha se declarasse impedido no processo, mas o ministro ainda não analisou a solicitação.
Defesa do gabinete de Noronha
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a decisão seguiu precedentes do STJ:
“Foi deferida liminar e posteriormente, com base na jurisprudência do STJ, conhecido do conflito para declarar competente o Juízo de Direito da 4ª Vara Cível da Comarca de Rondonópolis (MT) para processar e julgar as medidas relativas aos contratos de parceria rural e venda antecipada de produção agrícola firmados pela empresa Porto Seguro Negócios, Empreendimentos e Participações S.A. em razão de sua vinculação à unidade produtiva isolada alienada no bojo da recuperação judicial”, diz a nota.