PF muda delegado no caso de blindagem de Lulinha e deputado pede explicações urgentes ao diretor
Líder do PL na Câmara protocola requerimento para que diretor da PF explique substituição de delegado no inquérito das fraudes no INSS
Por ContraFatos 18/05/2026 Atualizado em 18/05/2026
Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
Líder do PL na Câmara protocola requerimento questionando substituição em inquérito das fraudes no INSS
A mudança no comando das investigações sobre fraudes no INSS despertou reação imediata da oposição no Congresso. Nesta segunda-feira (18), o deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, formalizou um requerimento na Comissão de Segurança Pública para convidar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a prestar esclarecimentos sobre a substituição do delegado que estava à frente do caso.
Inquérito transferido para coordenação ligada ao STF
A área da Polícia Federal que vinha conduzindo o inquérito foi afastada da coordenação das apurações. Esse setor havia sido responsável por medidas relevantes na investigação, como a quebra de sigilo de Lulinha. A partir de agora, o caso está sob responsabilidade da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq).
Leitura
Em nota oficial, a PF justificou que a alteração visa garantir “maior eficiência e continuidade” às apurações. A corporação destacou que a Cinq possui estrutura permanente voltada para operações consideradas sensíveis e complexas com tramitação no STF.
Parlamentar alega “momento sensível” e pede transparência
No documento protocolado, Sóstenes Cavalcante classifica a troca como ocorrida em um “momento sensível” das investigações. O deputado argumenta que a mudança gerou questionamentos sobre a continuidade das diligências e a preservação de provas já produzidas no inquérito.
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Para o líder do PL, a Polícia Federal precisa apresentar esclarecimentos formais ao Congresso Nacional, como forma de assegurar transparência e segurança jurídica no andamento do caso.
Comparação com episódio envolvendo Bolsonaro em 2020
Nas redes sociais, Sóstenes Cavalcante foi além e traçou um paralelo com as críticas direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020, quando este tentou alterar comandos da PF em meio a investigações que envolviam familiares. O deputado utilizou o episódio anterior para reforçar a cobrança por explicações sobre a atual substituição.
Requerimento aguarda análise do colegiado
O pedido foi apresentado na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e ainda depende de deliberação do colegiado para que o convite ao diretor-geral da PF seja efetivado.