PGR exclui Bolsonaro de denúncia e diz que envio de dinheiro a Eduardo foi lícito
PGR excluiu Bolsonaro de denúncia ao STF e considerou lícita transferência de R$ 2 milhões a Eduardo Bolsonaro.
Por ContraFatos 23/09/2025 Atualizado em 23/09/2025
ANTONIO AUGUSTO/SECOM/TSE - 30/6/2023
Paulo Gonet não viu crime em envio de R$ 2 milhões a Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA; PF defendia acusação
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, decidiu não incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na denúncia de coação à Justiça apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo interlocutores, Gonet entendeu que o envio de auxílio financeiro de um pai a um filho residente no exterior não configura crime.
O caso envolve uma transferência de R$ 2 milhões via Pix feita por Bolsonaro ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente mora nos Estados Unidos.
Leitura
Divergência com a Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) havia indiciado o ex-presidente, sob a alegação de que os recursos transferidos serviam para sustentar a permanência de Eduardo nos EUA e financiar suas articulações políticas contra ministros do STF, além de buscar apoio junto ao governo de Donald Trump para sanções contra o Brasil.
A avaliação da PF era de que a remessa de valores ajudava a viabilizar supostos crimes de Eduardo Bolsonaro no exterior.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Apesar disso, Gonet não acolheu os argumentos da Polícia Federal. Em manifestação ao STF, afirmou que a retirada do nome de Bolsonaro da denúncia não significa arquivamento das investigações.
“Nem impede que, à vista de novas descobertas investigativas, inclusive durante a instrução de causa, e da escalada delitiva, sejam produzidos outros elementos de ordem persecutória”, declarou o procurador-geral.
O próprio Paulo Gonet também foi alvo recente de sanções dos EUA, que revogaram seu visto norte-americano.