PGR pede manutenção de Bolsonaro em prisão domiciliar, mas defende apreensão de pistola
Paulo Gonet pediu manutenção de Bolsonaro em prisão domiciliar e que a pistola apreendida não seja devolvida ao ex-presidente
Por ContraFatos 01/07/2026 Atualizado em 01/07/2026
O ex-presidente Jair Bolsonaro (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
Paulo Gonet entende que arma encontrada com segurança não justifica mudança de regime do ex-presidente
A Procuradoria-Geral da República se posicionou contra qualquer alteração no regime de cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. O procurador-geral, Paulo Gonet, entende que a apreensão de uma arma vinculada ao ex-mandatário não é motivo suficiente para endurecer as condições impostas pela Justiça.
Investigação da Polícia Civil isentou Bolsonaro
A Polícia Civil do Distrito Federal finalizou, mais cedo, o inquérito sobre a pistola encontrada com um segurança de Bolsonaro. O servidor do Gabinete de Segurança Institucional foi indiciado por porte ilegal de arma. O ex-presidente, no entanto, não foi apontado como autor de qualquer crime no caso.
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Segundo o relatório policial, Bolsonaro possuía registro válido da arma e não havia “restrições conhecidas” para que ele a mantivesse em sua residência. A Polícia Civil também ressaltou que mandados de busca e apreensão já haviam sido cumpridos na casa do ex-presidente sem que a pistola tivesse sido recolhida naquelas ocasiões.
“Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito”, concluiu a investigação.
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Apesar de defender a permanência de Bolsonaro no regime domiciliar, Paulo Gonet manifestou-se pela manutenção da apreensão da pistola. Na avaliação do chefe do Ministério Público Federal, a arma não deve retornar ao ex-presidente.
“A manifestação é, assim, pelo regular prosseguimento da execução no regime em que se encontra, mantendo-se a pistola apreendida”, escreveu o procurador-geral.
Decisão final cabe a Alexandre de Moraes
A palavra final sobre a continuidade — ou eventual alteração — do regime de prisão domiciliar de Bolsonaro está nas mãos do ministroAlexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ainda não há prazo definido para que o magistrado se pronuncie sobre o caso.