Denúncia partiu do Paraná e citava ocultação de armas e veículos
A operação teve início após o envio de informações pela Polícia Militar do Paraná (PMPR). Os dados indicavam que a propriedade de Nörnberg poderia estar sendo usada para ocultação de armas e veículos roubados.
A denúncia teria sido repassada por dois suspeitos presos no Paraná, detidos após um roubo a residência ocorrido no dia 13 de janeiro, episódio em que um caseiro foi mantido refém. Com base nesses relatos, a equipe da Brigada Militar se deslocou até o imóvel do agricultor.
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Entrar no grupo Versões divergem sobre o confronto
De acordo com a versão oficial apresentada pela Brigada Militar, ao chegarem à residência, os policiais teriam encontrado Marcos Nörnberg armado. A corporação sustenta que ele efetuou disparos contra a guarnição, o que teria levado à reação dos agentes.
Os familiares, no entanto, contestam essa narrativa. Eles afirmam que a família estava dormindo no momento da chegada dos policiais e que o cerco repentino à casa gerou pânico. Acreditando se tratar de um assalto, Nörnberg teria pegado a arma para se defender.
Após a ação, conforme relatado, nenhum veículo roubado nem armamento irregular foi encontrado na propriedade, além da arma que estava com o produtor rural.
Comando fala em tragédia e promete colaboração
O comandante-geral da Brigada Militar, Cláudio Feoli, classificou o episódio como um “grande mal-entendido com desfecho trágico” e afirmou que a corporação vai colaborar integralmente com as investigações em andamento.
Produtor era conhecido na comunidade rural
Marcos Nörnberg atuava como produtor de morango e milho doce, comercializando sua produção em feiras da região. Ele havia assumido os negócios da família depois que o pai perdeu um braço em decorrência de um câncer. A morte do agricultor provocou comoção entre moradores da comunidade rural, que lamentaram a perda.