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Polêmica: ONG Petista Recebe R$ 15 Mi do Governo para Retirar Lixo em Terra Indígena 

Contrato, firmado em dezembro de 2024 pelo Ministério do Trabalho e Emprego, está no centro de uma apuração do Tribunal de Contas da União (TCU) 

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, historicamente associado ao Partido dos Trabalhadores (PT), teve uma ONG ligada a ele em que recebeu R$ 15,8 milhões do federal. O dinheiro foi destinado à remoção de lixo em uma terra indígena Yanomami, em Roraima.

O acordo, assinado em dezembro de 2024 pelo e Emprego, encontra-se no núcleo de uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), que vetou a utilização dos fundos pela ONG em uma sessão plenária na quarta-feira (18).

O ministro Walton Alencar Rodrigues, do TCU, afirmou que o caso apresenta “claros” sinais de desvio de recursos. 

“Os valores foram repassados com uma rapidez estonteante. Ressumbra desvio de dinheiro público, isso é absolutamente claro para mim”, declarou. 

A Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários do Brasil (Unisol), a organização contratada, tem sua sede numa sala de aproximadamente 40 m² localizada no subsolo da sede sindical em São Bernardo do Campo (SP).

A Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), sob a liderança de Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Rousseff (PT), realizou a contratação.

A assinatura do contrato ocorreu em 28 de dezembro de 2024, com a transferência integral dos recursos realizada três dias após, em 31 de dezembro, antes mesmo do começo das atividades planejadas para iniciar apenas no segundo semestre de 2025.

A área técnica do TCU considerou atípico o pagamento em parcela única, sem um cronograma de desembolso e antes da execução dos serviços, comparado a outros contratos similares.

De acordo com informações presentes no relatório do TCU, o montante direcionado à Unisol foi o segundo mais alto comprometido para a ação orçamentária “gestão de políticas para povos indígenas” em 2024.

O alerta entre os membros da área técnica foi acionado devido ao fato de que o edital que justificou a seleção da Unisol não definiu “metas mensuráveis” nem “critérios transparentes de seleção”, além do expressivo valor e adiantamento.

Além disso, metade das entidades que concorreram no edital foram desclassificadas. 

O Tribunal de Contas da União (TCU) impediu a Unisol de fazer qualquer movimentação financeira com esses recursos até uma nova decisão. O mesmo órgão de controle também planeja realizar audiências com representantes do Ministério do Trabalho.

Procurados, o Ministério do Trabalho e a Unisol ainda não se manifestaram sobre o caso. 

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