O que diz o relatório policial
No documento que encerra a apuração, o delegado Thiago Boeing da Silva foi categórico: “Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito”. De acordo com ele, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência do ex-presidente, mas ainda assim a arma não havia sido recolhida. Além disso, nenhuma restrição foi registrada no cadastro do armamento.
A versão da defesa e o depoimento de Bolsonaro
Perante o Supremo Tribunal Federal, os advogados do ex-presidente reconheceram que a pistola estava guardada em casa. No entanto, argumentaram que a equipe de segurança havia retirado o percussor da arma, deixando-a inoperante, sem que Bolsonaro tivesse conhecimento disso.
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Entrar no grupo Ouvido pela Polícia Civil, o ex-presidente confirmou essa versão. Segundo ele, ao perceber o defeito no armamento, solicitou que a pistola fosse encaminhada para reparo. Bolsonaro declarou ainda que não poderia permanecer desarmado, alegando morar com três mulheres.
Desdobramentos no STF e pedido da defesa
A Polícia Civil do Distrito Federal havia aberto inquérito para investigar o caso. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, se posicionou a favor de aguardar o encerramento das apurações antes de analisar uma eventual falta grave.
No sábado, 27 de junho, a defesa de Jair Bolsonaro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um pedido para que fosse descartada a possibilidade de reconhecimento de falta grave relacionada à apreensão da arma. A petição foi apresentada por meio de manifestação formal ao tribunal.
Os advogados também requereram a prorrogação da prisão domiciliar humanitária, concedida em março. Na peça, sustentaram que a pistola estava regularmente registrada, encontrava-se inoperante e permanecia guardada na residência, tendo sido retirada unicamente para conserto.