“Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora pro filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo”, diz o funkeiro.
O apresentador Frank, durante a entrevista, pediu mais informações sobre a afirmação e fez questão de “deixar claro” que a responsabilidade pela denúncia era exclusivamente do entrevistado, sem representar a opinião do canal.
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Entrar no grupo Motivações apontadas por MC Misa
Segundo o funkeiro, o suposto atentado estaria sendo articulado porque uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial traria um “afeto danado”, “tanto para a esquerda quanto pra pessoas que ela [Deolane] carrega junto com ela”.
MC Misa ainda declarou não ter qualquer participação no possível crime e ressaltou que não “cagueta” ninguém. Ele afirmou estar apenas repercutindo ameaças que circulavam no “mundo do funk”. Além disso, garantiu que os envolvidos no suposto plano seriam políticos, e não criminosos comuns.
“O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político. Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer. Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro”, afirma.
Registro oficial e próximos passos da investigação
O trecho da entrevista foi anexado ao boletim de ocorrência lavrado na quarta-feira, 27, na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado. A iniciativa partiu do policial legislativo Bruno Ribeiro Fonseca, com base em informações colhidas pela Inteligência da própria Polícia do Senado Federal.
O documento solicita a verificação “preliminar da procedência de informações” contidas nas gravações anexadas. Se forem identificados indícios suficientes, a Polícia poderá instaurar um inquérito formal para aprofundar as investigações.
Deolane Bezerra presa em operação contra o PCC
A influenciadora, que acumula 21 milhões de seguidores apenas no Instagram, foi presa nesta semana em operação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A ação investiga suspeitas de envolvimento de Deolane com a facção PCC, incluindo vínculos com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização criminosa. Ela nega todas as acusações.