Rede de túneis ligava casa ao sistema bancário
De acordo com a polícia, o primeiro túnel identificado tinha cerca de quatro metros de extensão e conectava uma casa utilizada pela quadrilha ao sistema de esgoto da cidade. A partir desse ponto, o grupo acessava um segundo túnel, com aproximadamente oito metros, escavado em direção à área bancária.
Esse trajeto subterrâneo permitiria o acesso a pelo menos três agências bancárias e também funcionaria como rota de fuga após o crime. As estruturas já estavam próximas do ponto final quando os investigadores decidiram intervir.
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Entrar no grupo Grupo era monitorado desde o ano passado
As autoridades informaram que os suspeitos vinham sendo monitorados desde o ano passado. As escavações teriam se intensificado a partir de setembro, indicando que o plano estava em fase avançada de execução.
Ao todo, 11 pessoas foram presas, entre elas uruguaios, paraguaios e quatro brasileiros. Segundo a polícia uruguaia, os brasileiros detidos seriam integrantes do PCC, facção criminosa de origem brasileira com atuação transnacional.
Ligação com roubo histórico no Brasil
Ainda segundo a investigação, dois dos presos teriam ligação com a quadrilha responsável pelo roubo de R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005, um dos maiores assaltos da história do Brasil.
Durante a operação em Montevidéu, as forças de segurança também apreenderam mais de 150 quilos de drogas, reforçando a suspeita de que o grupo atuava tanto no crime financeiro quanto no tráfico de entorpecentes.
Possível rota até o porto é investigada
A polícia agora apura se o plano da quadrilha ia além dos bancos. Uma das linhas de investigação avalia se os túneis poderiam ser estendidos até o Porto de Montevidéu, com o objetivo de facilitar o transporte e a exportação de drogas por via marítima.
As investigações seguem em andamento, e as autoridades não descartam novas prisões nem a identificação de ramificações internacionais da organização criminosa.