“A Procuradoria Distrital de Rzeszów foi informada, em 10 de junho de 2026, da descoberta, numa das propriedades em Lutoryz, de uma quantidade significativa de objetos constituintes de resíduos médicos, nomeadamente blocos de parafina e lâminas de microscópio”, informou.
A polícia local também se pronunciou em comunicado oficial. “Durante a investigação, constatou-se que os atuais proprietários compraram o terreno de uma mulher que atuava como patologista”, disse a corporação.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Peritos confirmaram restos de fetos humanos no local
Após a denúncia, equipes policiais realizaram buscas detalhadas no terreno e localizaram os 34 fetos enterrados. Especialistas foram convocados para analisar o material encontrado.
“Entre os resíduos identificados, estava também um feto humano e outros restos que poderão corresponder a fetos humanos em fase inicial de desenvolvimento ou a fragmentos desses. Para o local, foram chamados peritos médicos, que confirmaram que os vestígios recolhidos são restos de fetos humanos”, acrescentou o procurador.
Suspeita de uso dos fetos em experimentos
A principal linha de investigação da Promotoria de Rzeszów aponta que os materiais podem ter sido utilizados para fins experimentais. O porta-voz Krzysztof Ciechanowski reforçou essa hipótese.
“É muito provável que os fetos tenham sido utilizados como experimentos”, afirmou.
Magdalena H. não possui antecedentes criminais. Ela responde por crimes como vilipêndio de cadáver, descarte irregular de resíduos médicos e abandono de materiais perigosos em local não autorizado. Se condenada, a médica pode enfrentar uma pena de até 12 anos de prisão.
Médica nega acusações, mas admite ter enterrado os fetos
Em depoimento prestado às autoridades, a patologista negou as acusações formuladas contra ela. No entanto, admitiu ter transportado e enterrado os fetos e demais resíduos médicos encontrados na propriedade.
Repercussão em um país de legislação restritiva sobre aborto
O caso gerou enorme repercussão na Polônia, nação de maioria católica que mantém uma das legislações mais restritivas da Europa quando o assunto é aborto. Apesar da comoção, os investigadores afirmam que, até o momento, não há indícios de que os fetos tenham sido obtidos por meio de procedimentos ilegais.
As autoridades polonesas divulgaram o caso nesta segunda-feira (15/6). A investigação segue em andamento.