Após a vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais, Campetti foi nomeado para cargos no governo federal. Atuou como assessor no Ministério da Agricultura e, posteriormente, no Ministério da Infraestrutura, que era comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em 2021, recebeu uma homenagem pública de Bolsonaro no Palácio do Planalto.
Candidaturas e vínculo com Tarcísio de Freitas
Em 2022, Campetti lançou candidatura a deputado estadual pelo Republicanos. Na campanha, utilizou a imagem em que aparece prendendo Lula e fez campanha ao lado de Tarcísio, então candidato ao governo de São Paulo.
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Entrar no grupo Naquele período, o policial se envolveu em um tiroteio na comunidade de Paraisópolis que resultou na morte de uma pessoa. Embora estivesse de folga da PF no momento, Campetti exibiu o distintivo durante o confronto.
Mesmo sem conseguir se eleger — ficou como segundo suplente, com 52.393 votos —, logo no início de seu governo, Tarcísio solicitou à Polícia Federal que o agente fosse cedido. Campetti passou a ocupar o cargo de assessor especial do governador.
Suspensão e mandato temporário na Alesp
A cessão ao governo paulista durou pouco. Em junho de 2023, a PF pediu o retorno de Campetti e instaurou um processo disciplinar relacionado ao episódio de Paraisópolis. O policial foi suspenso por 180 dias.
Posteriormente, uma reorganização no secretariado de Tarcísio abriu uma vaga na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Campetti assumiu como deputado estadual em 27 de junho de 2024 e permaneceu no cargo até abril deste ano. Foi justamente nesse intervalo que teria ocorrido o episódio envolvendo o boneco inflável na Avenida Paulista.
Atualmente, Campetti é novamente candidato a deputado estadual por São Paulo, pelo Republicanos.
O que diz o ofício da PF sobre o pixuleco
De acordo com o ofício enviado ao policial, a Polícia Federal analisou publicações em redes sociais que registram o boneco inflável de Lula vestido de presidiário ao lado de Campetti durante um ato político realizado em 1º de março de 2026, na Avenida Paulista. O documento ainda menciona que o mesmo boneco foi utilizado em uma festa de aniversário na cidade de São José do Rio Preto.
Defesa de Campetti
Campetti nega qualquer envolvimento nos dois episódios. “Não tem nexo nenhum isso daí. Eu não tenho nada a ver com esse boneco. Os caras fizeram, levaram para um aniversário que eu não organizei. Na hora em que cheguei, até pedi para tirar esse boneco. Na Paulista foi a mesma coisa”, afirmou.
O policial também contesta a legalidade do procedimento aberto pela corporação. Segundo ele, apenas o próprio Lula ou o ministro da Justiça teriam legitimidade para solicitar a abertura de investigação por crime contra a honra — o que, segundo ele, não aconteceu.
“Eu não tenho como ter ação sobre a conduta das outras pessoas. Além disso, tudo aconteceu no período em que eu estava no mandato de deputado. Não tem por que a instituição me investigar em ato disciplinar. Além disso, crime contra a honra é uma ação personalíssima. Neste caso, só o presidente Lula ou o ministro da Justiça poderiam ter pedido a abertura de um procedimento. E isso não ocorreu. Portanto, é ilegal o procedimento instaurado pela PF contra mim”, complementou Campetti à CNN.
Posicionamento oficial da Polícia Federal
Em nota, a Polícia Federal esclareceu que não abriu investigação criminal nem processo disciplinar por crime contra a honra do presidente. A corporação explicou que o que existe é um procedimento administrativo voltado exclusivamente ao esclarecimento dos fatos, algo distinto de uma investigação criminal.
A íntegra da nota da PF: “A Polícia Federal esclarece que não foi instaurada Investigação Criminal ou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar suposto crime contra a honra do Presidente da República. Por sua vez, esclarece que foi instaurado procedimento administrativo disciplinar, destinado exclusivamente ao esclarecimento dos fatos. Este procedimento não se confunde com eventual investigação criminal, cuja instauração observa requisitos e competências previstos na legislação.”
A Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência) e o Ministério da Justiça não comentaram o caso.