Por que a CGU quer os documentos da investigação que envolve Filipe Martins?
CGU solicita a Moraes documentação de investigação sobre suposta tentativa de golpe para avaliar abertura de procedimentos disciplinares contra Filipe Martins e outros
Por ContraFatos 08/06/2026 Atualizado em 08/06/2026
Jorge Messias Foto: Emanuelle Sena/AscomAGU
Controladoria-Geral da União identificou indícios de infrações administrativas e busca avaliar abertura de procedimentos disciplinares
A Controladoria-Geral da União (CGU) encaminhou nesta segunda-feira, 8, um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando acesso aos autos da investigação que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Entre os investigados está o ex-assessor da Presidência Filipe Martins.
Indícios de infrações administrativas motivam o pedido
Segundo a CGU, documentos já tornados públicos pelo STF revelaram “indícios mínimos de autoria e materialidade de infrações administrativas”. O órgão entende que esses elementos podem ser suficientes para justificar a instauração de procedimentos voltados a apurar eventual responsabilidade administrativa de agentes públicos federais.
Leitura
Investigados mencionados pela CGU
Além de Filipe Martins, a Controladoria cita nominalmente outros nomes envolvidos na Operação Tempus Veritatis:
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência Alexandre Ramagem;
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques;
O general Mario Fernandes;
O coronel Marcelo Câmara;
Outros investigados vinculados à mesma operação.
Acesso aos autos é considerado fundamental
No ofício dirigido a Moraes, a CGU sustenta que o acesso à documentação é indispensável para que a Corregedoria-Geral da União possa avaliar quais medidas cabíveis devem ser adotadas no âmbito administrativo. O órgão afirma que os documentos requisitados são fundamentais para “instruir eventuais procedimentos disciplinares”.
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Por essa razão, a Controladoria requereu o compartilhamento integral dos documentos produzidos durante a investigação, incluindo anexos que possam contribuir para a apuração dos fatos.
Responsabilização administrativa em pauta
A iniciativa da CGU, comandada pelo ministro Vinicius de Carvalho no governo Lula, sinaliza um novo desdobramento no caso. O objetivo é verificar se os agentes públicos envolvidos na investigação sobre a suposta tentativa de golpe também podem ser responsabilizados na esfera administrativa, de forma independente do processo penal conduzido pelo STF.