A carreira na Record e o vazamento que abalou o dólar
Na emissora desde 2007, a jornalista era uma das profissionais de destaque na cobertura política em Brasília. Com frequência, Renata Varandas atuava como âncora substituta no Jornal da Record, dividindo a bancada com o veterano Celso Freitas.
O episódio que levou à sua saída ocorreu em 16 de julho de 2024. Naquela data, a corretora BGC divulgou aos investidores uma nota contendo declarações de Lula sobre cortes orçamentários e metas fiscais — informações que ainda não haviam sido publicadas pela Record.
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Entrar no grupo Os dados chegaram ao mercado por meio da Capital Advice, uma agência de análise política. Uma das sócias da empresa era justamente Renata Varandas. A Record, segundo apurado, desconhecia esse vínculo societário da jornalista.
Impacto imediato no mercado financeiro
Os efeitos da divulgação antecipada foram sentidos de forma instantânea. Por volta das 12h20 daquele dia, o dólar saltou de R$ 5,41 para R$ 5,46, embora tenha encerrado o pregão cotado a R$ 5,43. O vazamento sacudiu o mercado financeiro e gerou forte repercussão.
A conduta de Renata Varandas violou o acordo de exclusividade que os profissionais da Record assinam no momento da admissão. Segundo informações divulgadas à época, ela teria confessado aos seus superiores na emissora que repassou o conteúdo da entrevista ao mercado financeiro.
Caso Ambipar e os valores milionários recebidos pela jornalista
O nome de Renata Varandas ganhou nova dimensão no último fim de semana, quando a Gazeta do Paraná revelou que a jornalista recebeu valores milionários da Ambipar. A multinacional mantém contratos de quase R$ 500 milhões com o governo Lula (PT) e está ligada a investigações de corrupção envolvendo o empresário Daniel Vorcaro.
Antes dessa revelação, o envolvimento de Renata com a Ambipar não era de conhecimento público, o que torna ainda mais relevante a confluência entre sua atuação profissional, suas conexões empresariais e seu relacionamento com o chefe da Polícia Federal.