Por que a PF barrou duas tentativas de delação de Daniel Vorcaro?
Andrei Rodrigues afirma que Daniel Vorcaro não trouxe fatos inéditos à PF e que não há elementos jurídicos para validar a delação premiada
Por ContraFatos 04/07/2026 Atualizado em 04/07/2026
Daniel Vorcaro Foto: SAP/ Fotos públicas
Diretor-geral da Polícia Federal afirma que fundador do Banco Master não trouxe informações novas às investigações
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, já tentou por duas vezes firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em ambas as ocasiões, a proposta foi rejeitada. A razão, segundo o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, é a ausência de fatos inéditos que justifiquem a celebração do acordo.
Celulares apreendidos e documentos já fornecem amplo material à PF
A corporação detém vasto acervo de provas obtidas a partir de oito celulares apreendidos de Vorcaro, além de documentos reunidos ao longo das investigações. Esse material, na avaliação dos investigadores, já cobre grande parte do que o ex-banqueiro oferece em sua proposta de colaboração.
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“De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já são do nosso conhecimento”, argumentou Andrei Rodrigues.
Proposta de Vorcaro é vista como tentativa de justificar relações políticas
Na visão de investigadores da Polícia Federal, o conteúdo apresentado por Daniel Vorcaro em sua proposta de delação tem mais o objetivo de justificar sua relação com políticos do que propriamente reconhecer crimes cometidos ou apontar novos rumos para as apurações em andamento.
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O diretor-geral reforçou que, sem a apresentação de informações que a corporação ainda não possua, não existem fundamentos técnicos nem jurídicos para validar qualquer tipo de acordo com o ex-banqueiro.