Por que Dino levou a Gilmar uma questão que mira atos de Fachin no STF?
Flávio Dino encaminhou a Gilmar Mendes questão de ordem contestando atos de Fachin que redistribuíram relatorias de processos no STF
Por ContraFatos 15/09/2026 Atualizado em 15/09/2026
Ministros Flávio Dino e Edson Fachin, presidente do STF, • STF
Ministro levanta questão de ordem contra decisões de Fachin que redistribuíram relatorias de processos sensíveis
Uma movimentação interna no STF (Supremo Tribunal Federal) gerou tensão entre ministros nesta terça-feira (15). O ministro Flávio Dino apresentou ao decano da Corte, Gilmar Mendes, uma questão de ordem que coloca em xeque a legitimidade dos atos praticados pelo presidente do tribunal, Edson Fachin.
O que está em disputa
O ponto central do questionamento de Dino envolve a decisão de Fachin de assumir para si as relatorias de processos que tratam das acusações contra os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do Inquérito das Fake News. Na avaliação de Flávio Dino, essas medidas carecem de amparo legal.
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Sem respaldo na legislação, segundo Dino
O ministro argumentou que as providências tomadas pela presidência do STF não encontram previsão em nenhuma norma aplicável — nem na Constituição, nem no Código de Processo Penal, nem na Loman (Lei Orgânica da Magistratura) e tampouco no Regimento Interno do tribunal.
“A avocatória foi banida entre nós pela Constituição. Não existe avocação. Avocação entre iguais”, disse Dino.
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Flávio Dino fez questão de ressaltar que, apesar de Fachin ocupar a presidência da Corte, todos os ministros do STF possuem o mesmo grau hierárquico entre si. Nesse sentido, ele sustentou que a destituição de um relator por um presidente não tem precedente no Judiciário brasileiro.
“Em nenhum tribunal do país, nenhum, não é só no Supremo, um presidente pode destituir um relator”, afirmou o ministro.
Ao direcionar a questão de ordem diretamente a Gilmar Mendes, na condição de decano, Dino optou por um caminho que contorna a própria presidência de Fachin, ampliando a tensão institucional dentro do Supremo. O caso segue em atualização.