Legislações nacionais criaram obstáculos em diversos países
A decisão de Starmer não foi isolada. As leis de diferentes nações impuseram barreiras semelhantes, levando vários líderes a buscar alternativas para lidar com o presente.
Na Bélgica, o gabinete do primeiro-ministro Bart De Wever comunicou que o revólver foi imediatamente entregue à polícia do aeroporto após o pouso da comitiva. A arma segue guardada em um cofre enquanto as autoridades belgas analisam os procedimentos legais cabíveis para definir o destino do objeto.
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Entrar no grupo As equipes de segurança do premiê belga assumiram também a responsabilidade pelas armas destinadas a duas outras autoridades baseadas em Bruxelas: a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, von der Leyen agradeceu o gesto de Erdogan, porém manifestou a intenção de doar o revólver a um museu militar — somente depois que a arma for inutilizada.
Revólveres ficaram retidos na Turquia e na Suécia há trâmites pendentes
Os revólveres personalizados destinados a Starmer, ao chanceler alemão, Friedrich Merz, e ao primeiro-ministro holandês, Rod Jetten, permaneceram em território turco. A razão: as dificuldades para transportá-los em conformidade com as normas internacionais sobre armas de fogo.
Já o gabinete do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, informou que o presente será levado à Suécia somente após o cumprimento integral de todas as exigências legais aplicáveis.
Diplomatas questionaram a escolha em meio a tensões geopolíticas
A cúpula da Otan em Ancara ocorreu em um cenário de alta complexidade internacional. As discussões giraram em torno da guerra na Ucrânia, da escalada de tensões envolvendo o Irã e da pressão do presidente americano, Donald Trump, para que os aliados ampliem seus investimentos em defesa.
Diante desse pano de fundo, a opção por uma arma de fogo funcional como lembrança oficial gerou estranhamento entre os diplomatas presentes. De acordo com relatos de participantes ouvidos pela agência de notícias AFP, a pergunta mais recorrente nos bastidores do evento era: “Por que um presente assim?”
A troca de presentes entre chefes de Estado é uma tradição consolidada em encontros diplomáticos. No entanto, a oferta de armas de fogo em pleno funcionamento é considerada um gesto altamente incomum. Procurada, a Presidência da Turquia não comentou os motivos por trás da escolha.