Presidente da Câmara mantém diálogo com governadores e partidos, mas diz que pauta segue indefinida
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta quinta-feira (4) que ainda não há definição sobre a votação da proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, o assunto segue em debate entre governistas contrários, opositores e apoiadores da medida, incluindo aqueles que defendem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“A Câmara está tranquila em relação à discussão da pauta”, afirmou Motta, durante discurso no plenário, destacando que acompanha de perto os debates.
Encontros com aliados e governadores
Motta revelou que já se reuniu com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que manifestou apoio à votação da anistia.
“O governador é um querido amigo, é do nosso partido, nós temos dialogado sempre. Ele tem o interesse que se paute a anistia, isso é público”, declarou.
O presidente da Câmara também anunciou uma reunião com o líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante, para discutir os próximos passos. Cavalcante disse esperar que a proposta seja votada já na próxima semana.
“Logicamente o que a gente tem de sinalização é que ele paute na semana pós-encerramento do julgamento, que seria após o dia 12, mas vamos insistir que seja pautado na semana que vem”, disse o parlamentar.
Texto alternativo no Senado
Enquanto isso, no Senado Federal, o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) articula a apresentação de um texto alternativo. A proposta deve prever anistia ampla e irrestrita para os condenados pelos atos antidemocráticos.
Decisão depende de alinhamento político
A definição final sobre a votação ainda depende do diálogo entre Câmara e Senado e das estratégias adotadas pelos partidos. Para Motta, o momento é de negociação para tentar construir consenso em torno do tema.