Preso em operação contra o PCC já foi candidato a vereador pelo PT no Tocantins
João Gabriel Yamawaki, preso por operar banco digital suspeito de lavar dinheiro para o PCC, já disputou eleição pelo PT no Tocantins em 2004
Por ContraFatos 28/06/2026 Atualizado em 28/06/2026
TSE - Preso em março, Yamawaki disputou eleições em 2004 (Reprodução/Reprodução)
João Gabriel Yamawaki disputou eleições em 2004 e é suspeito de operar banco digital que movimentou até R$ 8 bilhões para a facção criminosa
A ligação entre políticos filiados ao PT e o Primeiro Comando da Capital (PCC) ganhou novos contornos com a prisão de João Gabriel de Mello Yamawaki, ocorrida em março deste ano. O empresário, natural de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, foi candidato a vereador pela legenda petista na cidade de Esperantina, no Tocantins, durante as eleições municipais de 2004, quando utilizou o número 13.444 na urna.
Banco digital teria movimentado bilhões para o PCC
Yamawaki é suspeito de ter criado e operado o “banco digital 4TBANK”, com sede em Palmas (TO) e filiais em outros três Estados. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, a instituição financeira clandestina teria realizado movimentações ilegais para o PCC que podem chegar a 8 bilhões de reais.
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O empresário estava foragido desde abril do ano passado e acabou detido no início deste ano. Sua prisão ocorreu em meio a investigações sobre um carregamento de 500 quilos de cocaína apreendidos em um avião que trazia a droga da Bolívia. A polícia também apura suspeitas de que Yamawaki teria participação em operações envolvendo movimentação de dinheiro em espécie.
Vereador de São Paulo também foi preso por vínculos com a facção
Yamawaki não é o único nome ligado ao PT enredado recentemente em conexões com a organização criminosa. O vereador da cidade de São Paulo Senival Moura (PT) foi preso durante a Operação Última Parada, conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC. Após a incursão policial, o parlamentar solicitou afastamento do partido.
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TSE – Preso em março, Yamawaki disputou eleições em 2004 (Reprodução/Reprodução)
Operação Última Parada e a empresa Transunião
A operação cumpriu três mandados de prisão de pessoas ligadas à Transunião, empresa que atua no setor de transporte público de São Paulo. Para os investigadores, Senival Moura seria o controlador efetivo da companhia, muito embora não figure como membro da direção.
A polícia considera que o vereador “instrumentalizou” a empresa para operar um sistema financeiro clandestino. A defesa de Moura nega a ligação com o esquema, alega que o parlamentar é inocente e diz estranhar o momento em que a operação foi deflagrada, “às vésperas do período eleitoral”.