Print contra Carlos Bolsonaro é de 2022, após Ramagem deixar a Abin
Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão contra Carlos Bolsonaro baseado em print de outubro de 2022
Por ContraFatos 30/01/2024 Atualizado em 30/01/2024
Vereador Carlos Bolsonaro Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro/Renan Olaz
Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão contra Carlos Bolsonaro baseado em print de outubro de 2022
A justificativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para autorizar a busca e apreensão contra o vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), consta em um print de 11 de outubro de 2022. Nesse período, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já tinha deixado o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) há seis meses e acabara de ser eleito para o cargo de deputado federal.
O print é um diálogo entre Luciana Almeida, conselheira de Carlos Bolsonaro, e Ramagem. No texto, a conselheira solicita auxílio ao então parlamentar eleito e menciona dois inquéritos nos quais o ex-presidente Bolsonaro e seus três filhos seriam os investigados.
Leitura
Conversa entre assessora Luciana e Ramagem, em 11 de outubro de 2022 | Foto: Reprodução
Embora Ramagem não seja mais o diretor-geral da Abin, Moraes declarou que a mensagem representa um “fato novo”, evidenciando a conexão de Carlos Bolsonaro com o núcleo político da suposta organização criminosa. O ministro não especificou a data da mensagem.
“Desse modo, os elementos de prova colhidos até o momento indicam, de maneira significativa, que a organização criminosa infiltrada na ABIN também se valeu de métodos ilegais para a realização de ações clandestinas direcionadas contra pessoas ideologicamente qualificadas como opositoras, com objetivo de ‘obter ganho de ordem política posto que criavam narrativas para envolver autoridades públicas de extrato politico oposicionista da então situação’, bem como para ‘fiscalizar’ indevidamente o andamento de investigações em face de aliados políticos”, escreveu Moraes.
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No relatório para o STF, a Polícia Federal declara que os números de inquéritos citados pela assessora Luciana não coincidem com as investigações da instituição. Mesmo havendo investigações em andamento contra os Bolsonaro naquele instante, “não obteve os números dos procedimentos corretos.”
Polícia Federal informa sobre inquéritos mencionados por assessora de Carlos Bolsonaro | Foto: Reprodução
A assessora de Carlos Bolsonaro teve uma conversa direta com Ramagem, e não com outra assessora.
É notável que a Procuradoria-Geral da República menciona que a mensagem é trocada entre Ramagem e Luciana.
PGR afirma que conversa é entre assessora de Carlos Bolsonaro e Ramagem | Foto: Reprodução
Moraes e a PF afirmam que foi uma conversa entre os dois, porém através de Priscilla Pereira e Silva.
Decisão de Alexandre de Moraes | Foto: Reprodução
Relatório da Polícia Federal | Foto: Reprodução
No entanto, o diálogo sugere que Luciana está direcionando a mensagem diretamente para Ramagem, dado que em uma interação inicial, a assistente do vereador expressa seus votos de “muito sucesso” para a “nova etapa” da vida de Ramagem, que tinha acabado de ser eleito. Ele responde com “muito obrigado” e declara que o objetivo agora seria “eleger” o “Presidente Bolsonaro”. As informações são da Revista Oeste.