Todas as categorias econômicas ficaram no negativo
Nenhum dos grandes setores pesquisados escapou do resultado desfavorável em junho. As quatro categorias econômicas analisadas pelo IBGE apresentaram taxas negativas:
- Bens de consumo semi e não duráveis: -4,1%
- Bens de consumo duráveis: -3,2%
- Bens intermediários: -1,1%
- Bens de capital: -1,1%
A queda generalizada é um retrato da falta de dinamismo que marca a política econômica do governo Lula, incapaz de criar condições sustentáveis para o crescimento industrial.
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Entrar no grupo Setores mais afetados revelam problemas estruturais
A pesquisa do IBGE indicou que 16 dos 25 ramos industriais pesquisados ficaram no vermelho em junho. O segmento com impacto negativo mais expressivo foi o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que sofreu um tombo de 5,9%.
Produtos químicos também tiveram desempenho ruim, com recuo de 4,3%, seguidos por produtos alimentícios, que caíram 1,9%. São setores fundamentais para a economia nacional, e o mau desempenho simultâneo indica fragilidades que vão além de oscilações pontuais.
Poucos setores positivos não compensam o cenário negativo
Na contramão da tendência de queda, alguns segmentos conseguiram resultados positivos. Impressão e reprodução de gravações avançou 20,2%, celulose, papel e produtos de papel registrou alta de 5,4%, e metalurgia cresceu 1,4%. Contudo, esses dados isolados estão longe de reverter a tendência negativa predominante.
Acumulado do ano ainda positivo, mas com fôlego curto
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a produção industrial apresentou crescimento de 1,5%. No período de 12 meses encerrado em junho, a variação positiva foi de apenas 0,7% — número pífio diante das promessas de reindustrialização que o governo Lula costuma fazer.
Na comparação com junho de 2025, a indústria avançou 1,7%, depois de ter registrado variação de 0,2% em maio. Porém, a trajetória recente de dois meses seguidos de queda levanta sérias dúvidas sobre a capacidade do governo petista de manter até mesmo esse crescimento modesto.
Os dados escancaram que, sob a gestão atual, a indústria brasileira segue patinando, sem horizonte claro de recuperação consistente.