A advogada de Clarissa Tércio, Géssica Almeida, argumentou que a postagem ultrapassou os limites aceitáveis de crítica política, atingindo diretamente a honra e a imagem de sua cliente.
Fundamentação da juíza
A responsável pela decisão foi a juíza Dilza Christine Lundgren de Barros, da 8ª Vara Cível da Capital de Pernambuco. Em sua fundamentação, a magistrada foi enfática ao analisar o teor da publicação.
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Entrar no grupo “A expressão ‘amiga dos pedófilos’ possui carga pejorativa extrema, remetendo a condutas de alta repulsa social”, escreveu a juíza. “Associar uma parlamentar a tal pecha, sem substrato fático concreto que indique conivência com crimes sexuais, aparenta exceder os limites do debate democrático.”
Proibição de novas publicações
Além da remoção do conteúdo já veiculado, a decisão judicial impôs ao Psol a proibição de divulgar novas publicações que associem a deputada a pedófilos ou criminosos sexuais em razão dos fatos discutidos na ação.
Crise interna no Psol envolve Fundo Eleitoral
A polêmica envolvendo Clarissa Tércio não foi o único episódio turbulento recente para o Psol. Na semana anterior, o partido viveu uma crise interna na Câmara dos Deputados em torno da divisão dos R$ 131,5 milhões do Fundo Eleitoral.
A parlamentar trans Erika Hilton e o ministro Guilherme Boulos entraram em rota de colisão com a direção nacional da legenda. Os dois denunciaram o que classificam como descumprimento de acordos firmados sobre a distribuição dos recursos destinados às campanhas de 2026.
Os atritos dentro da sigla já vinham se agravando desde que parte do partido optou por apoiar de forma irrestrita a reeleição de Lula.