Edinho Silva, presidente nacional do PT. Edinho Silva, presidente nacional do PT.

PT critica plano dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas

Presidente do partido afirma que medida poderia abrir caminho para sanções e até intervenção estrangeira

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, criticou nesta segunda-feira (9) a possibilidade de os classificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e (CV) como organizações terroristas.

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Em publicação nas redes sociais, o dirigente afirmou que a medida pode trazer riscos ao Brasil, incluindo eventuais econômicas e até hipóteses de intervenção militar estrangeira.

Argumento cita legislação americana pós-11 de setembro

Segundo Edinho Silva, a legislação dos Estados Unidos relacionada ao combate ao terrorismo foi ampliada após os ataques de 11 de setembro de 2001, permitindo que o país atue fora de seu território quando considera haver ameaça direta.

Na avaliação do dirigente petista, isso abriria brechas para ações internacionais com base em interesses estratégicos.

“Portanto, se os Estados Unidos se sentirem afetados, eles poderão ocupar qualquer país”, declarou.

Crítica à possibilidade de interferência externa

Edinho também afirmou que a proposta representaria uma ameaça à soberania nacional.

“Não podemos e não vamos aceitar que o Brasil seja tratado como um puxadinho dos Estados Unidos. Nenhum país tem o direito de invadir outro território. Isso está errado e, muitas vezes, significa desencadear guerras”, disse.

PT defende combate ao crime organizado com estratégia interna

Na mesma publicação, o dirigente destacou que o enfrentamento às deve ocorrer por meio de políticas públicas e estratégias nacionais de segurança.

Ele citou a PEC da Segurança Pública, proposta defendida pelo governo Lula, como um instrumento voltado ao fortalecimento das ações contra o no país.

“O povo brasileiro está vendo que o presidente Lula faz o certo e quer combater o crime em todo o país com firmeza”, afirmou.

Governo dos EUA vê facções como ameaça regional

Em nota divulgada nesta terça-feira (10), o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que considera o PCC e o Comando Vermelho como ameaças relevantes à segurança regional.

Segundo o comunicado, as facções estão envolvidas em atividades criminosas de alcance internacional.

“Os Estados Unidos consideram que organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional em razão de seu envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou o órgão.

A declaração foi divulgada após reportagem apontar que o governo americano discute a possibilidade de classificar oficialmente os grupos como organizações terroristas, o que poderia ampliar instrumentos jurídicos para combatê-los.


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