PT desafia veto da Prefeitura e mantém ato na Avenida Paulista no sábado
PT mantém caminhada na Avenida Paulista na véspera do 1º turno, desafiando o veto imposto pela Prefeitura de São Paulo sob gestão Ricardo Nunes
Por ContraFatos 01/10/2026 Atualizado em 01/10/2026
Bandeira do PT Foto: Delcídio do Amaral
Partido reafirma ato político no sábado, dia 3 de outubro, apesar da proibição municipal de eventos na principal avenida da capital
Mesmo diante do veto imposto pela Prefeitura de São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou que não abrirá mão da caminhada na Avenida Paulista marcada para o sábado, 3 de outubro — véspera do 1º turno das eleições de 2026. O ato está previsto para acontecer em frente à Alameda Ministro Rocha de Azevedo.
Restrição municipal abrange véspera e dia da votação
A decisão de proibir eventos na Avenida Paulista partiu da Subprefeitura da Sé, subordinada à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A medida abrange os dias 3 e 4 de outubro — ou seja, tanto a véspera quanto a data do primeiro turno eleitoral. A administração municipal também informou que “fica impedida a montagem d” de estruturas no local durante o período.
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PT classifica veto como controvérsia indevida
O diretório petista reagiu com duras críticas à administração municipal. Em nota oficial, o partido sustentou que a prefeitura criou uma controvérsia desnecessária ao tentar barrar a realização do evento. De acordo com o posicionamento da legenda, “atos eleitorais desse tipo não dependem de autorização prévia, mas apenas de comunicação aos órgãos públicos”.
O PT afirmou ter seguido o procedimento correto. Segundo o partido, a comunicação foi feita em reunião com representantes da Subprefeitura, da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana, da Companhia de Engenharia de Tráfego e da SPTrans.
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Outro ponto levantado pelo partido envolve o pedido do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e a portaria municipal. O PT alega que ambos determinam a liberação da Avenida Paulista apenas no domingo de eleição, dia 4, e não no sábado, dia 3. O partido também cita o calendário eleitoral, que permite a realização de caminhadas, carreatas e passeatas até as 22h da véspera da votação.
Partido anuncia medidas judiciais para garantir o ato
Diante da manutenção do veto pela Prefeitura de São Paulo, o PT afirmou que pretende adotar medidas jurídicas e administrativas para assegurar que a caminhada aconteça com segurança no sábado. O partido reforçou que não recuará e que o evento está mantido na data e local planejados.