Uso de termos ofensivos exige cautela, diz cartilha
Entre os principais alertas do manual está a recomendação para evitar o uso de expressões como “fascista”, “genocida” e “corrupto”. De acordo com o conteúdo, esses termos só devem ser empregados quando houver condenação judicial que sustente a acusação. Fora desse contexto, o influenciador pode se tornar alvo de ações judiciais por danos morais ou outros tipos de responsabilização.
A cartilha ressalta que o uso indiscriminado dessas palavras, mesmo em ambientes de debate político, pode ser interpretado como ofensa pessoal, aumentando a exposição a processos.
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Entrar no grupo Orientações específicas para publicação de vídeos
O documento dedica um capítulo exclusivo à produção e divulgação de vídeos nas redes sociais. A orientação é que o militante avalie previamente se o conteúdo foi gravado em ambiente público, se expõe uma coletividade ou uma pessoa específica e se há a presença de crianças, indivíduos em situação de vulnerabilidade ou cenas potencialmente constrangedoras.
Segundo o manual, esses fatores podem influenciar diretamente a interpretação jurídica do material publicado.
Foco no fato político e preservação de provas
A cartilha recomenda ainda que os vídeos e postagens tenham como foco o fato político, evitando comentários ou exposições relacionadas à vida pessoal das pessoas retratadas. O texto também destaca a importância de conseguir demonstrar, em eventual questionamento judicial, que o conteúdo se enquadra no contexto de crítica política.
Como medida de precaução, o PT orienta que influenciadores mantenham registros das publicações realizadas, como links, vídeos originais e capturas de tela. Esses materiais podem servir como prova em caso de disputas judiciais decorrentes da atuação digital.