Manobra no Congresso: esquerda coloca petista no comando da CPI do Crime Organizado

Petista vence por um voto e assume comando da comissão criada após megaoperação no Rio

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi eleito nesta terça-feira (4) presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do no Federal. O petista venceu a disputa por 6 votos a 5 contra o senador Hamilton (Republicanos-RS).

O resultado consolidou uma articulação entre partidos de esquerda e centro, que garantiu a vitória de Contarato. Pelo acordo interno da comissão, o candidato que não conquistasse a presidência ocuparia automaticamente a vice-presidência, função que ficou com Mourão.

Até a noite de segunda-feira (3), os nomes mais cotados para presidir a CPI eram Magno Malta (PL-ES) e Flávio (PL-RJ), ambos da oposição. A reviravolta ocorreu nas últimas horas antes da votação.

Relatoria e composição da CPI

Na mesma sessão, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do requerimento que criou a comissão, foi designado relator. O colegiado terá 120 dias de trabalho para investigar e milícias atuantes em diferentes estados do país.

A criação da CPI foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), poucos dias após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes.

De acordo com Vieira, o avanço do crime organizado é consequência direta da ausência do Estado em áreas vulneráveis. “Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, escreveu o senador em suas redes sociais.

A CPI contará com 11 senadores titulares e um orçamento inicial de R$ 30 mil para as primeiras investigações. Entre os integrantes confirmados estão:

  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Otto Alencar (PSD-BA)

A expectativa é de que os trabalhos comecem ainda nesta semana, com as primeiras convocações de autoridades da segurança pública e especialistas no combate ao crime organizado.


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