PT tenta calar Nikolas Ferreira e aciona PGR por vídeo que ironiza Lula
PT aciona PGR contra Nikolas Ferreira por paródia viral que ironiza Lula, alegando propaganda antecipada e tentando censurar críticas da oposição
Por ContraFatos 05/08/2026 Atualizado em 05/08/2026
Nikolas Ferreira Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Partido recorre à Procuradoria para investigar paródia que viralizou com milhões de visualizações
Um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em um perfil secundário no Instagram provocou uma reação imediata do PT, que decidiu acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação contra o parlamentar de oposição. A gravação, uma paródia que ironiza o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alcançou números expressivos nas redes sociais: 2,6 milhões de visualizações, 140 mil curtidas e quase 26 mil compartilhamentos.
A publicação trazia a legenda “Jingle da campanha?? Agora sim!” e rapidamente se espalhou pelas plataformas digitais. O enorme alcance do material parece ter incomodado o partido governista, que não tardou a buscar meios institucionais para tentar silenciar a crítica feita pelo deputado mineiro.
Leitura
Rogério Correia lidera a ofensiva contra a liberdade de expressão
O responsável pela representação junto à PGR foi o deputado Rogério Correia (PT-MG), que formalizou o pedido no dia 3 de agosto de 2026. Na ação, o petista acusa Nikolas Ferreira de praticar propaganda eleitoral antecipada e alega que o conteúdo contém um pedido implícito de não voto em Lula.
Correia sustenta que o vídeo ultrapassa os limites da liberdade de expressão ao associar o presidente a práticas criminosas antes do período oficial de campanha autorizado pela Justiça Eleitoral. A tentativa do PT de enquadrar uma paródia humorística como crime eleitoral levanta questionamentos sobre a postura do partido em relação à livre manifestação de pensamento.
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Além da acusação de propaganda antecipada, Rogério Correia incluiu na representação um questionamento sobre a possibilidade de terem sido utilizados recursos da Câmara dos Deputados na produção do vídeo. O partido ainda solicitou à PGR a preservação de provas digitais relacionadas ao material publicado por Nikolas Ferreira.
A estratégia do PT demonstra um padrão cada vez mais recorrente: em vez de enfrentar as críticas no campo do debate público, o partido busca instrumentalizar órgãos de controle para intimidar opositores e restringir vozes contrárias ao governo.
PGR ainda não se pronunciou sobre o caso
Até o momento, a Procuradoria-Geral Eleitoral não definiu prazos nem tomou qualquer decisão sobre o pedido feito pelo PT. O órgão deverá analisar se existem elementos mínimos que justifiquem a abertura de um inquérito contra o deputado Nikolas Ferreira.
Enquanto isso, o vídeo continua circulando e ganhando repercussão nas redes sociais, o que evidencia o alcance da oposição no ambiente digital — uma realidade que claramente incomoda o partido do presidente Lula.