OPINIÃO

Quando Barroso pediu ajuda dos EUA era cooperação — agora é interferência

Barroso pediu apoio dos EUA ao presidir o TSE e ninguém falou em interferência. Agora o governo barra diplomatas americanos invocando soberania seletiva.

O Brasil que implorou apoio americano à democracia é o mesmo que barra diplomatas na porta. Só mudou quem se sente ameaçado.

Há momentos em que a memória curta da política brasileira produz cenas de um constrangimento quase artístico. Esta é uma delas.

Em maio de 2025, durante a Brazil Week em Nova Iorque, o então do STF Luís Roberto fez uma confissão pública que, na época, passou quase despercebida. Disse, sem nenhum pudor, que enquanto presidia o Tribunal Superior Eleitoral procurou o governo dos Estados Unidos para pedir “declarações de apoio à democracia brasileira”. Não uma vez. Três vezes.

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