A presença do animal foi confirmada em três propriedades da região. Relatos de moradores locais sugerem que a espécie pode estar estabelecida no bairro há mais tempo do que se imaginava, o que torna o mapeamento detalhado ainda mais urgente. Todos os animais capturados foram encaminhados ao Laboratório de Herpetologia da UFSC para análises, incluindo testagem para ranavírus e quitridiomicose.
Origem e características da rã-touro
Originária da América do Norte, a rã-touro foi trazida ao Brasil em 1935 com o objetivo de criação em ranários e comércio de carne. Trata-se de uma espécie generalista, dotada de alta capacidade reprodutiva e dieta variada, que inclui peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte.
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Entrar no grupo Segundo o Laboratório de Ecologia de Anfíbios e Répteis da UFSC, o tamanho da rã é justamente o que a transforma em grande predadora, “facilitando a competição com espécies nativas e a ocupação de seus nichos”.
Risco de doenças e classificação oficial como invasora
Além de ser uma predadora voraz, a rã-touro representa uma séria ameaça sanitária. Ela pode atuar como transmissora de doenças que afetam anfíbios nativos, peixes e répteis. Em reconhecimento a esse risco, a espécie figura como “Categoria 1” na lista oficial de espécies da fauna exótica invasora em Santa Catarina.
Estratégia de detecção precoce e resposta rápida
Fábio Henrique Machado, presidente da Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), detalhou a abordagem adotada pelas autoridades: “O trabalho que estamos conduzindo em Ratones segue uma estratégia de detecção precoce e resposta rápida. Quando uma espécie exótica é identificada logo no início, é possível compreender melhor a situação, mapear sua ocorrência e tomar decisões fundamentadas, em parceria com as demais instituições e com a comunidade”.
As instituições envolvidas seguem avaliando a extensão da presença da rã-touro na região, com o objetivo de proteger a biodiversidade local e impedir a expansão da espécie para outras áreas de Florianópolis.