Reajuste do Bolsa Família não ajuda Lula: presidente cai 10 pontos entre beneficiários enquanto Flávio Bolsonaro sobe
Pesquisa Nexus indica que reajuste de 15% no Bolsa Família não favoreceu Lula, que caiu 10 pontos entre beneficiários enquanto Flávio Bolsonaro subiu
Por ContraFatos 28/09/2026 Atualizado em 28/09/2026
O TCU também colocou sob a lupa o desenho do Benefício Complementar, mecanismo que assegura o repasse mínimo de R$600 por família independentemente do número de integrantes.
Pesquisa Nexus revela que aumento de 15,04% nos benefícios teve efeito contrário ao esperado pelo presidente petista na corrida pela reeleição
O aumento de 15,04% nos valores do Bolsa Família, assinado pelo presidente Lula (PT) em plena reta final de campanha do 1º turno, não apenas deixou de favorecer o petista como parece ter provocado o resultado oposto. Dados da pesquisa Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28), mostram que Lula perdeu 10 pontos percentuais entre os beneficiários do programa, ao passo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) avançou 11 pontos nesse mesmo segmento, considerando o cenário de 2º turno simulado entre os dois.
Números detalhados entre beneficiários do Bolsa Família
No levantamento anterior, publicado no dia 21 de setembro, Lula aparecia com 71% das intenções de voto entre quem recebe o Bolsa Família. No novo levantamento, essa marca despencou para 61%. Já Flávio Bolsonaro, que registrava 23%, saltou para 34% nesse recorte.
Leitura
Entre não beneficiários, cenário é diferente
A pesquisa também cruzou os dados de 2º turno entre eleitores que não são beneficiários do programa social. Nesse grupo, o movimento foi inverso: Lula oscilou de 42% para 44%, enquanto Flávio recuou de 49% para 47%.
O decreto que reajustou os valores do programa
No dia 17 de setembro, Lula publicou o Decreto 13.120/2026, que atualizou os valores dos benefícios do Bolsa Família em 15,04%, com vigência a partir de outubro. A justificativa oficial foi a recomposição de perdas inflacionárias. Com o reajuste, o piso por família passou de R$ 600 para R$ 691, e o benefício médio estimado subiu de R$ 675 para R$ 777. A medida, no entanto, foi amplamente classificada como flagrantemente eleitoreira.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07557/2026. O instituto Nexus ouviu 2.000 eleitores entre os dias 25 e 27 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.